Papa Leão XIV pede a Israel que abra diálogo para pôr fim à guerra no Oriente Médio
Líder da Igreja Católica conversou com o presidente de Israel por telefone; pontífice tem feito reiterados apelos pela paz

O papa Leão XIV conversou com o presidente do Estado de Israel, Isaac Herzog, nesta sexta-feira (3), e pediu ao chefe do Executivo "reabrir todos os canais de diálogo" para encerrar a guerra que atinge o Oriente Médio.
O contato entre o pontífice e Herzog aconteceu por meio de uma ligação telefônica, por ocasiação das festividades da Páscoa. A sala de imprensa da Santa Sé divulgou que, durante a conversa, "foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, em vista de uma paz justa e duradoura em todo o Oriente Médio.
Durante a conversa ainda foi destacada a importância de "proteger a população civil e de promover o respeito ao direito internacional e humanitário". Leão XIV tem feito reiterados apelos pela paz desde o início do convlito.
Durante o Angelus de 22 de março, o pontífice e afirmou que a morte e o sofrimento causados pela guerra são um "escândalo para toda a família humana". Na Praça de São Pedro, no Vaticano, Leão XIV pediu aos fiéis que continuem orando, "para que cessem as hostilidades e se abram finalmente caminhos de paz baseados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana".
Entenda o conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



