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Oriente Médio: sob aval de Israel, general dos EUA supervisionará desarmamento do Hamas

Medida faz parte do acordo assinado entre o grupo e Israel para pôr fim à guerra em Gaza; Tel-Aviv segue afirmando que não irá retirar as tropas israelenses do território palestino até que todas as armas do Hamas estejam em poder do militar estadunidense

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Combatentes do Hamas se reúnem em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 22 de fevereiro de 2025
Combatentes do Hamas se reúnem em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 22 de fevereiro de 2025 • AFP

Um general dos Estados Unidos supervisionará o desarmamento do Hamas — medida que faz parte do acordo assinado entre o grupo e Israel para pôr fim à guerra em Gaza. A informação foi noticiada pela agência de notícias Agence France-Presse.

Segundo um funcionário do governo de Israel, ouvido de formma anônima, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chegou a um acordo com o enviado dos Estados Unidos, Jared Kushner, nesta segunda-feira (17).

Os dois lados "concordaram que o primeiro passo para a desmilitarização da Faixa seria exigir que o Hamas entregasse suas armas para serem desativadas sob a supervisão de um general americano", disse o oficial israelense.

Porém, Tel-Aviv segue afirmando que não irá retirar as tropas israelenses da Faixa de Gaza até que todas as armas do Hamas estejam em poder do militar estadunidense.

Forças militares de Israel bombardearam Gaza durante conflito com terroristas • Omar Al-Qattaa | AFP
Forças militares de Israel bombardearam Gaza durante conflito com terroristas • Omar Al-Qattaa | AFP

Desarmamento do Hamas faz parte de cessar-fogo

A entrega das armas do Hamas faz parte do acordo de cessar fogo, assinado em 10 de outubro do ano passado, entre o grupo e Israel. A primeira fase permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas, em troca de palestinos presos por Israel.

No dia 31 de julho de 2026, o grupo afirmou que havia concordado em se desarmas "pelo bem" da população da Faixa de Gaza, "para salvá-lo da morte e do deslocamento".

Entretanto, destacou que só iniciaria o processo se Israel se retirasse do território palestino. No mesmo dia, uma autoridade israelense disse que os militares do país não deixariam Gaza até que Hamas se submeta a "desarmamento genuíno".

Em 9 de agosto, Netanyahu confirmou que as tropas não deixarão o território palestino até que o Hamas estava "verdadeiramente desarmado" e rejeitou a proposta elaborada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza.

A proposta apresentada pelo Conselho de Paz liderado pelos EUA inclui questões como:

  • Reconstrução de Gaza;
  • Desarmamento;
  • Retirada israelense;
  • Implantação de uma força internacional de paz.
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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