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Oriente Médio: Reino Unido destaca 'necessidade urgente' de reabrir Estreito de Ormuz

Passagem marítima está praticamente fechada desde o início da guerra envolvendos os Estados Unidos, Israel e Irã

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Transporte de 20% do petróleo global é feito pelo Estreito de Ormuz, no Irã
Transporte de 20% do petróleo global é feito pelo Estreito de Ormuz, no Irã • Google Street Views

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, destacou, nesta quinta-feira (2), a "necessidade urgente" de reabrir o Estreito de Ormuz. A declaração aconteceu em uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países que se posicionaram dispostos a atuar para restaurar a segurança da via marítima — região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

"Contamos com mais de 40 países para debater sobre o Estreito de Ormuz, as consequências do seu fechamento, a necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional e a firmeza da nossa determinação de ver o estreito reaberto", declarou a chefe da diplomacia britânica, que presidiu a reunião.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na quarta-feira (1º) que a reunião iria avaliar "todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis" para "restabelecer a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e dos marinheiros bloqueados e retomar a circulação de mercadorias vitais".

Contudo, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que uma operação militar como a que os Estados Unidos propuseram para "libertar" à força o Estreito de Ormuz seria "pouco realista".

"Há quem defenda a libertação do Estreito de Ormuz pela força por meio de uma operação militar, uma posição expressada em algumas ocasiões pelos Estados Unidos", disse Macron durante uma visita de Estado à Coreia do Sul. "Não é, em absoluto, a opção que contemplamos e consideramos que é pouco realista", acrescentou.

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo, que está praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio.

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bomberdear o Irã. O país persa, em represália, ataca bases militares norte-americanas na região, instalações israelenses e restringe o acesso ao Estreito de Ormuz. A via é o caminho de escoamento para 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL) negociado no planeta. Além disso, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam, em condições normais, pela passagem diariamente

O fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente a economia mundial, visto que a maioria do fluxo atual está impedida de transitar no local. Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço da gasolina chegou a US$ 3,72 por galão, em média, de acordo com a Associação Automobilística Americana (em inglês: American Automobile Association). Este é o preço mais alto do combustível comum desde 7 de outubro de 2023.

Além do prejuízo econômico, o fechamento do Estreito de Ormuz trouxe consequências no transporte marítimo e ataques contra embarcações, com desaparecimentos, feridos e mortes.

• Reprodução / Google Stree View e Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP
• Reprodução / Google Stree View e Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP

Entenda o conflito no Oriente Médio

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.