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Oriente Médio: Israel divulga construção de centro para enforcamento de palestinos

Construção acontece meses após Parlamento israelense aprovar lei que impõe pena de morte a palestinos condenados em tribunais militar por crimes considerados 'atos de terrorismo'

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Ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, anunciou a construção de um centro de enforcamento em Israel
Ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, anunciou a construção de um centro de enforcamento em Israel • Reprodução/Redes Sociais

O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou, nesta quinta-feira (20), nas redes sociais, a construção de um centro de enforcamento para executar condenados à pena de morte. O anúncio acontece meses após o Parlamento aprovar uma lei que impõe pena capital a palestinos condenados em tribunais militares por atos de terrorismo.

Em um vídeo, o ministro do governo de Benjamin Netanyahu mostrou o local, afirmando que será onde "os terroristas serão executados". "Corda de enforcamento, cabine de observação, para que as vítimas do crime possam vir e assistir, [como] nos Estados Unidos", descreveu Itamar Ben-Gvir.

"Nós estamos cumprindo o que prometemos. Vejam, houve quem desdenhasse, houve quem risse, [mas] este lugar está começando a ser construído. A instalação está sendo construída", acrescentou o ministro.

Veja a construção:

No último domingo (17), Itamar Ben-Gvir, defendeu a morte de "30 a 40" pessoas por noite na Faixa de Gaza. A declaração foi divulgada em uma entrevista ao podcast israelense Rom Braslavski, ex-refém do Hamas, e foi amplamente divulgada por veículos palestinos.

Durante a fala, Itamar Ben-Gvir chegou a dizer que moradores em Gaza "sequer são pessoas". Quando fez o comentário, o minstro, que integra a coalização do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, criticava a redução dos ataques israelenses no território palestino quando fez o comentário.

"Acho que devem ser realizadas execuções seletivas em Gaza, eliminando de 30 a 40 pessoas todas as noites. Não apenas quem representa uma ameaça imediata. Há pessoas lá que não merecem viver. Elas não deveriam viver. Nem sequer são pessoas", disse.

Os movimentos de Itamar Ben-Gvir acontecem em meio à campanha para as eleições marcadas para 27 de outubro. O ministro da Segurança Nacional de Israel é um dos principais nomes da extrema direita do país e ganhou mais apoio depois do ataque realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

Parlamento aprova pena de morte para palestinos

Em março deste ano, o Parlamento de Israel — Knesset — aprovou a lei que torna pena de morte a sentença padrão para palestinos condenados por ataques letais. A legislação não vale para cidadãos israelenses, que são julgados em tribunais civis, não militares.

A medida era uma das principais campanhas dos aliados de Benjamin Netanyahu. A legislação prevê a pena por enforcamento detnro de 90 dias, sem direito a clemência, mas com a possibilidade de trocar por prisão perpétua — opção incluída a pedido de Netanyahu, que buscou amenizar a reação internacional.

Apesar disso, a pena de morte para palestinos foi amplamente criticada pela comunidade internacional. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a lei viola do direito internacional e pediu revogação.

Mais de 50 países permitem a pena de morte, incluindo democracias como nos Estados Unidos e o Japão. Segundo a Anistia Internacional, a tendência global em relação à pena de morte é a abolição, com 113 países tendo proibido sua aplicação para todos os crimes.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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