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'No Kings': protestos contra Trump levam multidões às ruas nos EUA; entenda

Mobilizações aconteceram em Washington, Boston, Chicago e Atlanta

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Manifestação nos EUA No Kings
Manifestação nos EUA No Kings

Milhares de pessoas tomaram as ruas dos Estados Unidos nesse sábado (18) em manifestações contra o presidente Donald Trump. Com o lema "No Kings" (Sem Reis), os protestos ocorreram alguns meses depois de uma jornada de manifestações que reuniram multidões.

"O presidente acredita que seu poder é absoluto. Mas nos Estados Unidos não temos reis e não cederemos ao caos, à corrupção e à crueldade", afirma o movimento "No Kings", que reúne quase 300 organizações, em seu site.

Cerca de 7 milhões de pessoas participaram de mais de 2.700 manifestações, segundo os organizadores.

As mobilizações aconteceram em grandes cidades como Washington, Boston, Chicago e Atlanta, e também em pequenas lugares, incluindo as imediações da residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, onde o presidente está passando o fim de semana.

Em Nova York, milhares marcharam pela Broadway, saindo da Times Square. Entre eles, Nadja Rutkowski, que emigrou para os Estados Unidos da Alemanha aos 14 anos e protesta por temer que a história fascista possa se repetir.

Os manifestantes exibiam cartazes com slogans como "As rainhas dizem não aos reis" e "Protestamos porque amamos os Estados Unidos e queremos recuperá-los!".

Milhões de pessoas participaram dos protestos de 14 de junho, depois que Trump ordenou o envio de tropas a Los Angeles, uma medida que levou seus críticos a o acusarem de agir como um ditador.

Foi o dia de manifestações com mais pessoas nas ruas desde que o republicano voltou à Casa Branca em janeiro.

Em junho, Trump prometeu usar uma força "muito grande" se os manifestantes tentassem interromper um desfile militar na capital federal.

Desde então, ele ampliou o envio de tropas a cidades americanas, o que revoltou seus críticos.

"Dizem que se referem a mim como um rei. Eu não sou um rei", declarou ao canal Fox News antes das manifestações.

"Este presidente é uma vergonha e espero que hoje milhões de pessoas estejam nas ruas", declarou Stephanie, uma profissional de saúde de 36 anos que não quis dar seu sobrenome à AFP, em Nova York.

'País de iguais'

Até agora, a resposta de Trump aos eventos desse sábado tem sido moderada.

Sua equipe de comunicação publicou um vídeo gerado por inteligência artificial na rede social X que mostra o presidente vestido com traje real e uma coroa, acenando de uma sacada.

Seus principais aliados no Partido Republicano se mostraram mais combativos. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, chamou a jornada de protesto de manifestação de "Ódio aos Estados Unidos".

Em contrapartida, o congressista democrata Glenn Ivey rejeitou o termo "ódio" e disse à AFP na sexta-feira (17): "Entendo por que estão nervosos e tentam apresentar o movimento de forma negativa."

"É realmente uma resposta ao que eles estão fazendo: minar o país, destruir o Estado de Direito e enfraquecer nossa democracia", acrescentou.

AFP

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