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Nepal define primeira-ministra após onda de protestos e renúncia de antecessor

Karki, de 73 anos, tornou-se a primeira mulher a comandar o governo do Nepal; país mergulhou no caos após autoridades tentarem reprimir manifestações

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Nepal's President Ram Chandra Paudel (L) gestures after administering the oath to the country's newly appointed Prime Minister Sushila Karki during her swearing-in-ceremony at the President House in Kathmandu on September 12, 2025. Nepal's former chief justice Sushila Karki was sworn on September 12 to lead the transition as the country's next prime minister after deadly anti-corruption protests ousted the government. (Photo by Sujan GURUNG / AFP)
A ex-presidente da Suprema Corte do Nepal, Sushila Karki, de 73 anos, tomou posse como primeira-ministra nesta sexta-feira (12) • Foto por SUJAN GURUNG / AFP

A ex-presidente da Suprema Corte do Nepal, Sushila Karki, de 73 anos, tomou posse como primeira-ministra nesta sexta-feira (12). Ela vai liderar uma transição após os violentos protestos desta semana que forçaram o antecessor a renunciar.

Primeira mulher a comandar o governo do Nepal, Karki tomou posse em uma cerimônia diante do presidente Ram Chandra Paudel e um pequeno grupo de convidados. A nação do Himalaia viveu uma semana de caos depois que autoridades tentaram reprimir manifestações contra a decisão do governo de bloquear as redes sociais e contra a corrupção.

Cerca de 51 pessoas morreram durante as manifestações, que começaram na última segunda-feira (8). As informações são da polícia local. O paradeiro do antigo primeiro-ministro é desconhecido.

Líder do Partido Comunista, KP Sharma Oli, de 73 anos, anunciou a renúncia como primeiro-ministro na terça-feira (9) em um dia marcado por distúrbios nos quais manifestantes incendiaram a sede do Parlamento.

Mesmo após a renúncia, casas de diversas autoridades foram incendiadas, incluindo a do ex-premiê cujo esposa chegou a morrer em meio às queimadas.

A escolha da juíza, que é conhecida por sua independência, acontece após dois dias de intensas negociações após dois dias de intensas negociações entre o chefe do Exército, general Ashok Raj Sigdel, e o presidente Paudel.

Os encontros também incluíram representantes da “Geração Z”, nome dado ao movimento de protesto juvenil. De acordo com informações do assessor de imprensa presidencial, Kiran Pokharel, à AFP, após a posse da nova primeira-ministra, "um conselho de ministros será formado e outros processos serão conduzidos".

Problemas econômicos também foram importantes motriz para os protestos que assolaram o país. Cerca de 20% da população nepalesa entre 15 e 24 anos está desempregada, segundo o Banco Mundial. Além disso, o PIB per capita é de apenas 1.447 dólares, cerca de R$ 7.800, na cotação atual.

Ainda na quinta-feira (11), as autoridades do Nepal anunciaram que recapturaram mais de 200 dos 13.500 detentos que fugiram das prisões nesta semana, como uma forma de aproveitar o caos dos protestos violentos e da renúncia do primeiro-ministro.

No entanto, os outros 12.500 detentos que fugiram de várias prisões em todo o país continuam foragidos, disse o porta-voz da polícia, Binod Ghimire, à AFP.

*Com agências

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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