Na 'onda' de Trump, governo de Milei endurece políticas de imigração na Argentina
Entre as mudanças anunciadas pelo governo argentino nesta quarta-feira (14) está a exigência que viajantes só entrem no país com seguro de saúde

O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (14) um decreto de uma "reforma" migratória no país. O texto restringe a imigração no país, reprimindo estrangeiros que tenham antecedentes criminais e exigindo que os viajantes tenham seguro de saúde.
Com isso, o decreto estabelece que:
- Condenados pela Justiça que tentarem entrar na Argentina serão deportados;
- Quem for pego em flagrante delito em travessias "não autorizadas" será expulso;
- Qualquer pessoa que mentir sobre informações pessoais, como identidade, durante a admissão no país será expulsa;
- Estrangeiros condenados por qualquer crime poderão ser deportados;
- Os prazos de recurso de deportação passam a ser encurtados;
- Imigrantes ilegais e moradores temporários e transitórios do país precisarão pagar por serviços de saúde;
- Só poderá entrar na Argentina quem apresentar seguro médico;
- As universidades poderão cobrar estrangeiros por serviços educacionais, se quiserem;
- Os requisitos para conseguir cidadania argentina e residência permanente ficarão mais rigorosos;
- Quem continuar no país de forma ilegal não poderá obter cidadania.
Apoiador e aliado do governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, Milei "segue" os passos de uma política anti-imigração, defendida pelo republicano.
O porta-voz ainda disse que a ideia é tornar a Argentina "grande novamente", referência ao slogan de campanha de Trump, que diz "Make America Great Again" — em português, "Faça a América (EUA) grande de novo".
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



