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Mulheres trans não poderão participar de competições femininas no Reino Unido

Decisão acontece após um julgamento na Suprema Corte que entendeu que a definição de mulher deve ser feita apenas a partir do sexo biológico

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Bandeira LGBTQIA+
Bandeira LGBTQIA+ • Marcelo Camargo / Agência Brasil

A reboque de uma decisão da Suprema Corte do Reino Unido, mulheres trans não vão poder participar de competições femininas de futebol na Inglaterra a partir de 1º de junho. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (1º) pela federação de futebol inglesa.

Se "nosso papel é tornar o futebol acessível para o maior número possível de pessoas", escreveu a Football Association, garantidora das leis do futebol na Inglaterra, "cabe cumprir os textos legais em vigor".

"Entendemos que isso será difícil para as pessoas que simplesmente querem praticar o esporte que amam, com o gênero com o qual se identificam", acrescenta a entidade.

A associação ainda afirma que entrará em contato com “as mulheres trans registradas” na federação para explicar as mudanças e dar opções de como elas podem continuar praticando o esporte.

A Scottish FA "fornecerá conselhos sobre a implementação da política atualizada, incluindo sobre as oportunidades de participação adequadas para pessoas transgênero".

A decisão do Supremo Tribunal pôs fim a uma batalha legal de quatro anos entre o governo escocês, muito comprometido com os direitos das pessoas trans, e a associação For Women Scotland.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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