Mulher que sobreviveu aos nazistas, à Chernobyl e à covid-19 morre atropelada nos EUA
Mayya Gil atravessava a Cropsey Avenue, em frente ao seu apartamento em que ela morava em Bensonhurst, quando foi atropelada

Uma idosa, de 95 anos, que havia sobrevivido ao regime nazista, à explosão de Chernobyl e à pandemia de Covid-19, morreu atropelada enquanto atravessava a rua em frente à própria casa nos Estados Unidos. A informação é do New York Post.
Mayya Gil atravessava a Cropsey Avenue, em frente ao seu apartamento em que ela morava em Bensonhurst, na semana passada. Ela estava com a cuidadora quando uma van de carga fez uma curva à esquerda e atropelou as duas, segundo o Departamento de Polícia de Nova York.
A cuidadora foi hospitalizada em estado de saúde estável, mas Mayya não resistiu aos ferimentos e morreu. O motorista não foi preso, nem autuado.
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Em 1986, ocorreu o desastre nuclear de Chernobyl, que fez uma das filhas de Mayya se mudar para Nova York. Pouco tempo depois, toda a família se mudou para Bensonhurst, onde viviam.
Larisa, filha de Mayya, morreu aos 58 anos em 2013, vítima de câncer. O marido de Mayya morreu em 2020, vítima da Covid-19. Ela sobreviveu a tudo isso e era ativa na comunidade judaica de seu bairro.
"Todo mundo a conhece. Ela era muito ativa", disse Irina Lizunova, outra filha de Mayya.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



