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Militares do Níger dizem ter derrubado presidente do país

Durante o golpe, presidente Mohamed Bazoum foi detido em sua residência

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Forças de segurança fizeram pronunciamento nacional para comunicar mudança de regime
Forças de segurança fizeram pronunciamento nacional para comunicar mudança de regime • Télé Sahel / AFP

Militares do Níger garantiram, nesta quarta-feira (26) à noite, que derrubaram o governo do presidente Mohamed Bazoum, em declaração lida por um deles na TV nacional em nome do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP).

"Nós, as forças de defesa e segurança reunidas no seio do CNSP, decidimos pôr fim ao regime", declarou o coronel-major Amadou Abdramane, ao lado de outros nove oficiais. "Isto se deve à deterioração contínua da situação da segurança e à má governança econômica e social", acrescentou.

O militar também informou que "todas as instituições" do país estão suspensas e que as fronteiras terrestres e aéreas permanecerão fechadas "até a estabilização da situação". "Um toque de recolher foi instaurado em todo o território a partir de hoje, das 22h às 5h, até segunda ordem", acrescentou.

A declaração culmina um dia de tensão em Niamei, capital do Níger, no qual a Guarda Presidencial (GP) manteve o chefe de Estado Bazoum retido na residência oficial desde a manhã. O regime descreveu o movimento da GP como um "golpe", e uma fonte ligada a Bazoum disse à AFP que a intentona golpista estava "destinada ao fracasso".

O Níger, afetado em diversas partes de seu território pela violência jihadista que se estende pelo Sahel, é dirigido pelo presidente Bazoum, eleito democraticamente, que está no poder desde abril de 2021.

A história do enorme país pobre e desértico foi manchada por golpes de Estado. A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, a ONU, a União Europeia, a França (que tem presença militar no Níger) e os Estados Unidos condenaram o movimento militar.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu a "libertação imediata" de Bazoum e advertiu que a entrega de ajuda financeira americana ao país africano depende da "manutenção da democracia".

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