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Mais de 100 crianças e adolescentes chegam a Ceuta, que reabre centros de acolhimento

Cerca de 130 menores de origem magrebina atravessaram o mar a nado saindo de Marrocos para alcançar o território espanhol

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Crise migratórias alertou autoridades da Espanha • Reprodução Vídeo / AFP

A chegada de crianças e adolescentes migrantes a Ceuta, enclave espanhol no norte da África, disparou nas últimas horas e levou as autoridades locais a reabrirem centros de acolhimento. Desde a tarde de quarta-feira (29), cerca de 130 menores de origem magrebina atravessaram o mar a nado saindo de Marrocos para alcançar o território espanhol.

Com a nova onda migratória, o número de menores acolhidos em Ceuta saltou para cerca de 700 nesta quinta-feira (30). No dia anterior, eram 570; na terça-feira, 420. A rápida escalada obrigou o governo local a abrir duas novas unidades para receber crianças e adolescentes desacompanhados.

Enquanto os menores seguem chegando, as equipes de resgate continuam atuando no mar. Durante a madrugada desta quinta-feira, embarcações do Salvamento Marítimo e da Cruz Vermelha retiraram 99 migrantes da água. Entre eles estavam quatro meninos e duas meninas, além de dezenas de adultos, todos de origem magrebina.

A crise também tem deixado vítimas fatais. Nesta quinta-feira, foi encontrado o corpo de um migrante que morreu afogado durante a travessia, elevando para 30 o número de corpos localizados na costa de Ceuta somente neste ano.

O presidente de Ceuta, Juan Vivas, classificou a situação como uma "crise migratória" e uma "emergência nacional". Apenas na última semana, mais de 1.700 pessoas conseguiram entrar na cidade pelo mar.

Segundo a Guarda Civil, a madrugada repetiu o cenário dos dias anteriores, com centenas de pessoas se lançando ao mar na tentativa de alcançar a Espanha. A Associação Unificada dos Guardas Civis (AUGC) informou que a Gendarmerie marroquina interceptou centenas de migrantes antes da travessia, mas muitos ainda conseguem chegar ao litoral de Ceuta.

Além da pressão sobre a rede de acolhimento de menores, o Centro de Estadia Temporária de Imigrantes (CETI), destinado aos adultos, opera acima da capacidade. A unidade abriga mais de 700 pessoas, embora tenha apenas 512 vagas, e cerca de mil migrantes aguardam do lado de fora para serem registrados pela Polícia Nacional e encaminhados ao local.

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