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Mais de 100 asiáticos deportados dos EUA ao Panamá recusam repatriação

Panamá, Costa Rica e Guatemala concordaram em servir como ponte para as deportações dos Estados Unidos ordenadas pelo governo de Donald Trump

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Imagem ilustrativa de deportados saindo dos Estados Unidos  • Reprodução/ X

O governo do Panamá declarou nesta terça-feira (25) que 103 migrantes asiáticos deportados pelos Estados Unidos ao Panamá se recusaram a ser enviados de volta para seus países de origem.

Os migrantes que rejeitam a repatriação devem ser realocados em outros países pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), segundo as autoridades panamenhas.

Panamá, Costa Rica e Guatemala concordaram em servir como “ponte” para as deportações dos Estados Unidos ordenadas pelo governo de Donald Trump.

Segundo Ábrego, dos migrantes que chegaram ao Panamá, 101 já viajaram para seus respectivos países e promoções de outros o farão nos próximos dias. Ao todo foram 299 ao Panamá.

O centro foi construído há pouco mais de dois anos para abrigar temporariamente migrantes que entravam no Panamá vindos da Colômbia, após cruzarem a inóspita selva do Darién em sua jornada pela América Central e México rumo aos Estados Unidos.

Ao chegarem ao Panamá, os deportados, entre eles iranianos, afegãos, paquistaneses, chineses e indianos, foram fechados em um hotel da capital. Lá, alguns cartazes foram exibidos em inglês pelas janelas, com mensagens como: "Por favor, ajudem-nos" e "Não estamos seguros em nosso país".

Segundo o jornal The New York Times, que cometeu contato com alguns dos deportados, um dos migrantes tentou suicídio. Além disso, o governo panamenho informou que uma cidade chinesa fugiu, mas foi recapturada na Costa Rica e devolvida ao Panamá.

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