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Justiça da França absolve ativista presa por colar cartaz em quadro de museu de Paris

Mulher faz parte de grupo que atacou pintura de Claude Monet em 2024

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Museu estimou dano econômico em 27.788 euros, equivalente a R$ 174 mil reais • Reprodução | Redes sociais

A Justiça da França absolveu, nesta terça-feira (21), a ativista que colou um pôster no vidro que protege uma pintura de Claude Monet, no Museu d'Orsay, em Paris. No dia 1º de junho de 2024, a mulher cobriu a obra “Campo de Papoulas”, feita em 1873, com a imagem de uma paisagem apocalíptica. “Essa imagem de pesadelo nos aguarda, porque nenhuma alternativa está sendo construída”, gritou ela durante o protesto.

Em 2023, a ativista já havia sido condenada a uma pena suspensa de dois meses de prisão e a um curso de educação para a cidadania por atos semelhantes. Nos últimos anos, ativistas ambientais realizaram ações contra outras obras de arte para alertar sobre a emergência climática.

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Mesmo grupo atacou ‘Monalisa’

Em janeiro de 2024, o mesmo grupo atacou o quadro “Monalisa”, também conhecida como “La Gioconda”, com esguichos de sopa. Na ocasião, os ativistas questionaram: “o que é mais importante? A arte ou o direito a uma alimentação saudável e sustentável?”.

O grupo, que se identifica como ‘Riposte Alimentaire’ (resposta alimentar), disse que o ato é “a largada (de uma) campanha de resistência civil, com uma reivindicação clara que beneficia a todas e todos: a segurança social de uma alimentação sustentável” em comunicado enviado à imprensa na época.

A pintura é exposta atrás de um vidro de proteção desde 2005, e já foi vítima de atos de vandalismo em outras ocasiões. Em maio de 2022, por exemplo, foi alvo de uma torta de creme, que não afetou a obra.

* com informações da AFP

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.