Júri dos EUA conclui que Elon Musk enganou acionistas do Twitter
Apesar da condenação, o júri rejeitou a acusação de que houve uma manobra fraudulenta deliberada com o objetivo específico de forçar a desvalorização dos ativos

Um júri federal de San Francisco, nos Estados Unidos, decidiu na sexta-feira (20) que responsabiliza Elon Musk por enganar acionistas do Twitter durante o processo de aquisição da plataforma por 44 bilhões de dólares — o equivalente a 235 bilhões de reais na cotação da época. De acordo com a decisão consultada pela agência AFP, os jurados concluíram que dois tuítes publicados pelo bilionário em maio de 2022 continham declarações falsas que resultaram na queda do valor das ações da rede social.
Apesar da condenação, o júri rejeitou a acusação de que houve uma manobra fraudulenta deliberada com o objetivo específico de forçar a desvalorização dos ativos. O julgamento civil, que se estendeu por três semanas, abre caminho para o pagamento de indenizações que, segundo advogados dos autores da ação citados pela CNBC, podem alcançar a casa dos bilhões de dólares, embora os valores exatos ainda precisem ser determinados pela Justiça.
O desfecho do caso representa uma derrota pouco comum para o empresário, que recebeu o apelido de "Teflon Elon" devido ao seu histórico de vitórias em processos judiciais complexos.
Poucos minutos após o anúncio, a defesa de Musk informou à AFP que pretende recorrer da decisão, classificando o resultado como um "revés". Como contraponto, os advogados destacaram a resiliência jurídica do cliente ao mencionarem que, também nesta sexta-feira, Musk foi absolvido em um processo por difamação que tramitava em um tribunal do Texas.
Com informações de AFP



