Julgamento de Weinstein: 'não aceitava não como resposta das vítimas', diz promotora
Ex-produtor de cinema volta a julgamento após Justiça anular condenação em abril de 2024

O novo julgamento de Harvey Weinstein no caso de agressão e estupro ouviu as acusações das supostas vítimas do produtor de cinema nesta quarta-feira (23).
O produtor se tornou um dos alvos do movimento #MeToo, que encorajou milhares de mulheres a compartilharem suas histórias de assédio e abuso sexual nas redes sociais.
A promotora Shannon Lucey apresentou, ao júri de sete mulheres e cinco homens que decidiram o destino da magnata de 73 anos, as acusações das três vítimas que o levaram a julgamento. E lembrou de uma frase que as vítimas repetiram: "Ele nunca aceitou um não como resposta".
“Ele tinha todo o poder, eles não tinham nenhum”, disse a promotora, que descreveu em detalhes os ataques do produtor às suas vítimas. Uma delas, a então modelo polonesa Kaja Sokola, tinha 19 anos no momento da injustiça julgada nesse processo. Weinstein tinha 54.
Enquanto os rostos das vítimas eram exibidos em uma tela no tribunal lotado de repórteres, Lucey descreveu as inúmeras exigências de Weinstein por massagens e favores sexuais, que a assistente de produção Mimi Haleyi descobriu até um dia, em 2006, quando "estava sozinha" em um apartamento com o ex-produtor.
A ex-magnata do cinema está de volta ao banco dos réus no Tribunal Criminal de Manhattan depois que um tribunal de apelações anulou, em abril de 2024, uma sentença anterior de 23 anos de prisão por estupro e agressão sexual, devido a falhas processuais no julgamento anterior.
*Com informações da AFP
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



