Jovem de 13 anos dá à luz após ser estuprada e ter aborto negado nos EUA
A investigação da polícia não localizou o suspeito pelo crime e o caso foi dado como encerrado; a 'falta de confirmação' fez com que ela não pudesse interromper a gestação

Uma adolescente de 13 anos deu à luz a um menino neste final de semana após ser estuprada e ter o direito ao aborto negado pelo estado do Mississipi. Segundo informações do portal Time, o crime aconteceu em 2022, quando ela foi atacada por um homem enquanto gravava vídeos no quintal de casa.
A jovem não havia contado sobre o ocorrido para a mãe, mas começou a apresentar sintomas que levantaram dúvidas. Ela reclamava constantemente de dores e passou a vomitar com frequência. Sua mãe a levou às pressas para a emergência, onde exames de sangue apontaram que ela estava grávida e, então, a família descobriu sobre o estupro. A vítima estava grávida de 11 semanas.
A mãe tentou correr atrás de formas para interromper a gestação, mas uma lei entrou em vigor no dia 27 de julho de 2022 no estado do Mississipi, que proibia a realização de qualquer aborto, com exceção de casos em que a vida da grávida esteja em risco ou em casos de estupro registrados e confirmados.
Investigações foram realizadas para tentar identificar e localizar o homem que atacou a jovem, mas ninguém foi preso e o caso foi encerrado. Como o processo não teve conclusão, a polícia não confirmou que a gravidez resultou de um estupro, com isso, ela foi obrigada a seguir com a gestação.
A jovem se formou na sexta série à distância enquanto a família tentava proteger a filha da exposição. O bebê nasceu no último final de semana. Os parentes agora correm atrás de um acordo com a escola para que a menina inicie a sétima série de casa até ela se sentir segura para sair de casa.
Formado em Jornalismo pelo UniBH, em 2022, foi repórter de cidades na Itatiaia e atualmente é editor dos canais de YouTube da empresa.
