Belo Horizonte
Itatiaia

Israel emite ordem de evacuação no sul do Líbano em meio à tensão com Irã e Hezbollah

Militares israelenses incluíram áreas antes poupadas dos alertas, enquanto Teerã afirma que poderá retomar ataques caso ações de Israel continuem no sul libanês

Por
Fumaça sobe após uma explosão israelense no sul do Líbano, perto da fronteira, vista da Alta Galileia, no norte de Israel, em 27 de abril de 2026 • Jalaa Marey / AFP

As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram nesta terça-feira (9) uma nova ordem de evacuação para moradores da cidade de Tiro, no sul do Líbano, incluindo áreas que até então não haviam sido contempladas pelos alertas, como o bairro cristão da cidade. A medida ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e após o adiamento de uma ofensiva israelense contra o Irã, solicitado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em publicação na rede social X, o porta-voz militar israelense Avichay Adraee orientou a retirada imediata de moradores de Tiro e de diversos campos de refugiados da região, alegando que integrantes do Hezbollah continuam atuando nas áreas afetadas.

Segundo Adraee, a decisão foi tomada após o que Israel classifica como violações do cessar-fogo por parte do grupo libanês e ataques contra o território israelense. "As Forças de Defesa de Israel são obrigadas a agir com força contra o Hezbollah, mas não pretendem prejudicar a população civil", afirmou.

Ordens anteriores de evacuação não incluíam o bairro cristão da cidade. No entanto, os militares israelenses alegam ter identificado atividades do Hezbollah na região e alertaram que novas medidas poderiam ser adotadas caso a presença do grupo persistisse.

O porta-voz também advertiu que deslocamentos ao sul do rio Zahrani podem representar risco à população devido às operações militares previstas.

Cessar-fogo sob pressão

A nova ordem de retirada é anunciada em um momento de fragilidade do cessar-fogo que reduziu temporariamente os confrontos na região. De acordo com fontes israelenses e norte-americanas, Israel se preparava para lançar um ataque de grande escala contra o Irã na segunda-feira (8), mas a operação foi adiada após um telefonema do presidente Donald Trump ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Também na segunda-feira, o governo iraniano informou a suspensão de suas operações militares contra Israel, mas advertiu que poderá retomar os ataques caso continue sofrendo agressões, inclusive em território libanês.

Em comunicado, o Exército iraniano afirmou que "medidas muito mais severas e repressivas" poderão ser adotadas se os ataques continuarem.

Novos ataques elevam tensão regional

Apesar das declarações sobre uma possível redução das hostilidades, os confrontos voltaram a se intensificar. Israel informou ter atingido alvos no complexo petroquímico de Mahshahr, no Irã, marcando o primeiro ataque contra uma instalação energética iraniana desde o cessar-fogo firmado em abril. Autoridades locais confirmaram danos em partes da planta industrial.

No mesmo período, os rebeldes Houthis, do Iêmen, aliados de Teerã, anunciaram que retomariam ações contra embarcações ligadas a Israel no Mar Vermelho. O grupo reivindicou o lançamento de mísseis contra território israelense, o primeiro ataque do tipo desde a trégua, levando Israel a acionar seus sistemas de defesa aérea.

Os Houthis declararam considerar "todos os movimentos inimigos como alvos militares legítimos". Em resposta às ações israelenses, o Irã também lançou mísseis contra alvos em Israel.

Mesmo diante da escalada militar, Trump afirmou que ainda acredita na possibilidade de um acordo capaz de encerrar o conflito na região.

*Com CNN

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.