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Israel ataca fábrica de armas nucleares do Irã, afirma Exército

Antes do início do confronto, Estados Unidos negociavam acordo nuclear com o país iraniano

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Operários limpam os escombros do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo um prédio residencial no bairro de Haret Hreik, no sul de Beirute, em 23 de novembro de 2025
Diversos países do Oriente Médio foram atingidos por ataques durante conflito na região • AFP

O Exército israelense afirmou nesta quinta-feira (12) que atingiu uma instalação no Irã onde, segundo afirma a corporação, eram desenvolvidas armas nucleares.

"A Força Aérea israelense, atuando com base em inteligência precisa das Forças Armadas, atingiu outra instalação do programa nuclear iraniano", indicou o Exército. "O complexo de Taleqan estava sendo utilizado pelo regime para avançar em capacidades críticas que visavam o desenvolvimento de armas nucleares".

O complexo de Taleqan, pelo que indica o comunicado, faz referência a uma instalação em Parchin, ao sudeste de Teerã.

Segundo o centro de estudos americano Institute for Science and International Security (ISIS), que monitora o programa nuclear iriraniano, a República Islâmica organizou atividades militares encobertas no local recentemente.

No início de fevereiro, antes do conflito entre os países, Irã e Estados Unidos se reuniram em Omã, no Oriente Médio, em busca de um acordo sobre o programa nuclear iraniano, em meio a trocas de ameaças militares frequentes.

Durante as reuniões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já não descartava uma possível ofensiva militar caso o acordo com o Irã não ocorresse da forma desejada pelo país americano

Os EUA desejavam limitar o alcance dos mísseis balísticos iranianos, acabar com o apoio de Teerã a grupos armados na região e interferir em questões internas do país. Segundo a Casa Branca, Trump também queria “capacidade nuclear zero” do Irã.

O Irã, por sua vez, defendeu que as conversas ficassem apenas em torno do programa nuclear do país. O governo iraniano afirmava que o programa nuclear tinha fins pacíficos. Por outro lado, Estados Unidos e Israel acusavam o país de desejar desenvolver armas nucleares.

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.