Israel alega 'erro' para bombardeio a única igreja católica em Gaza; duas pessoas morreram
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou o bombardeio israelense na igreja que estava sob proteção do país

O Primeiro Ministro de Israel, Netanyahu, disse a Donald Trump que ataque contra a única igreja católica de Gaza, que deixou duas pessoas mortas e várias feridas, foi um "erro". A igreja estava sob proteção da França, que condenou o ataque.
A Defesa Civil informou o bombardeio às instalações da igreja da Sagrada Família na Cidade de Gaza nesta quinta-feira (17). Entre os feridos, estava o pároco argentino Gabriel Romanelli, informou o Patriarcado Latino de Jerusalém
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou o ataque e o chamou de "inadmissível" .
A igreja em Gaza pertence a França?
Segundo o serviço diplomático da França, o país "protege comunidades religiosas em Israel e Palestina". Assim, a única igreja católica na Faixa de Gaza estava "sob a proteção histórica da França".
"Este papel é o legado de uma longa história que remonta às capitulações firmadas por Francisco I com o sultão Suleiman, o Magnífico, em 1535", explicou o Ministério das Relações Exteriores.
Desde a década de 1920, a França não tem mais um "papel jurídico na proteção dos cristãos católicos no Oriente", de acordo com o ministério, mas "as autoridades israelenses e palestinas" reconhecem "os acordos firmados entre a França e o Império Otomano" em 1901 e 1913.
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Segundo a AFP, desde o início da guerra, membros da comunidade católica se abrigam no templo, assim como alguns cristãos ortodoxos, a quem o falecido papa Francisco costumava telefonar.
Israel afirmou que "nunca ataca" locais de culto na Faixa de Gaza e disse que seu Exército estava investigando o ocorrido.
Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo



