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Israel afirma ter matado comandantes da Guarda Nacional do Irã no nono dia de guerra

Conflito entre os dois países começou com ataque israelense a programa nuclear iraniano; mais de 200 pessoas já morreram

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Irã utilizou mísseis hipersônicos no último ataque contra Israel, diz Guarda Revolucionária
Israel afirma que matou três comandantes do Irã no nono dia de guerra • MENAHEM KAHANA / AFP

No nono dia de guerra entre Israel e Irã, completados neste sábado (21), Israel afirma ter matado três comandantes da Guarda Nacional Iraniana em Isfahan, cidade no centro iraniano.

A campanha israelense foi lançada em 13 de junho em combate à produção iraniana de uma suposta bomba atômica - o que Teerã nega. O chanceler israelense, Gideon Sa’ar, disse que considera que a guerra "atrasou o desenvolvimento de uma bomba atômica pelo Irã em pelo menos dois ou três anos".

Outros ataques

Também morreram quatro combatentes da Guarda Revolucionária em um ataque a um centro de treinamento no noroeste do país. Outros bombardeios atingiram "a infraestrutura de armazenamento e lançamento de mísseis no centro do Irã", segundo os militares.

Israel também bombardeou "dois locais de produção de centrífugas" na instalação iraniana de Isfahan, no centro do país, na "segunda onda de ataques" contra o local desde o início da guerra, disse uma fonte militar.

As agências de notícias iranianas Mehr e Fars já haviam noticiado o ataque, que, segundo elas, não causou danos graças às defesas aéreas.

Israel também atacou a cidade sagrada xiita de Qom, ao sul de Teerã, onde um adolescente foi morto, segundo a agência de notícias oficial Irna.

O último balanço oficial das autoridades iranianas, de 15 de junho, afirma que os ataques israelenses mataram 224 pessoas em seu território, incluindo comandantes militares, cientistas nucleares e civis.

Já a ONG Human Rights Activists News Agency, fundada no Irã, mas sediada nos Estados Unidos, estima que o número de mortos já chegou a 657 e 2.000 feridos.

Resposta

Em resposta à ofensiva, Irã lançou mísseis e drones em direção à Israel.

A Guarda Revolucionária anunciou neste sábado que havia lançado "operações combinadas" durante a noite com "vários esquadrões de drones Shahed" e mísseis contra o território israelense, incluindo a área do Aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv.

Um edifício residencial no Vale de Beit Shean, no norte de Israel, foi atingido por um drone, informaram os serviços de resgate, mas não houve vítimas.

Do lado iraniano, os ataques teriam deixado pelo menos 25 mortos em Israel, segundo autoridades israelenses.

Comunidade internacional reage

A comunidade internacional tem reagido ao conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu na sexta-feira (20) que o Irã tem no "máximo" duas semanas para evitar possíveis bombardeios de Washington.

Após se reunir com seus colegas alemão, francês e britânico em Genebra na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano,

Abbas Araqchi, declarou que seu país não retomará as negociações nucleares com os Estados Unidos até que os bombardeios israelenses cessem.

Com informações da AFP.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.