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Irã prioriza navios que pagarem taxa para cruzar Estreito de Ormuz

Medida ocorre após reimposição de restrições e aumento da tensão com os Estados Unidos

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Foto divulgada pela Guarda Revolucionária do Irã, a Iran's Revolutionary Guards Corps (IRGC)'s, em 17 de fevereiro, mostra um foguete sendo lançado de um barco em um exercício militar no estreito de Ormuz • Foto por - / SEPAH NEWS / AFP

O Irã decidiu priorizar a passagem de embarcações que pagarem taxas para atravessar o Estreito de Ormuz, segundo declarou um alto funcionário iraniano à CNN neste sábado (18). A medida ocorre em meio ao aumento das tensões na região e à reimposição de restrições à navegação no local.

De acordo com o representante, o número de navios autorizados a cruzar o estreito será limitado. “Dada a limitação no número de embarcações que poderão passar, o Irã decidiu dar prioridade àquelas que responderem mais rapidamente aos novos protocolos e pagarem os custos dos serviços de segurança”, afirmou. Ainda segundo o funcionário, embarcações que não efetuarem o pagamento terão a travessia “adiada”.

Também neste sábado, Teerã voltou a impor restrições à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, alegando “repetidas quebras de confiança” por parte dos Estados Unidos no acordo de cessar-fogo entre os dois países. A priorização de navios pagantes, segundo o governo iraniano, faz parte de uma estratégia para gerenciar o tráfego marítimo “à luz da nova ordem” estabelecida na região.

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, o país persa tem limitado a navegação no estreito, permitindo a passagem apenas sob controle iraniano e mediante pagamento de taxas. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo e gás global.

Após o fracasso nas negociações para encerrar o conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o reforço da presença militar americana na região, incluindo operações no entorno do estreito.

Em resposta, Teerã ameaçou atacar navios de guerra que cruzarem a via e retaliar contra portos de países vizinhos no Golfo. Enquanto isso, a campanha de bombardeios conduzida por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano permanece suspensa.

* Com informações de CNN

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