Irã nega plano de cessar-fogo, mas apresenta condições para fim da guerra
Irã apresentou uma contraproposta ao plano dos EUA

O Irã negou o plano de cessar-fogo no Oriente Médio proposto pelos Estados Unidos, mas apresentou uma contraproposta com cinco condições específicas para acabar com o conflito.
O Paquistão entregou a Teerã o plano proposto pelo presidente Donald Trump, que listava 15 tópicos para o fim do conflito. Porém o Irã negou o plano e afirmou que não permitirá que Trump dite os termos para o fim do conflito.
As condições são:
- Cessar completamente agressões e assassinatos contra o Irã;
- Estabelecer mecanismos para impedir novos ataques ao país;
- Efetuar pagamento definido de indenizações e reparações de guerra;
- Encerrar a guerra em todas as frentes e para todos os grupos envolvidos na região (o que inclui o fim dos ataques de Israel ao Líbano contra o Hezbollah);
- Reconhecimento do direito do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos não se manifestaram até o momento sobre a solicitação do Irã.
Irã nega cessar-fogo
O Irã não aceitou um acordo de cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos, informou uma fonte iraniana à agência Fars.
Antes de encerrar a guerra, o Irã pretende "atingir seus objetivos estratégicos", ainda segundo a fonte ouvida pela agência.
Negociações
Nos últimos dias, o presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, havia dito que Washington e Teerã estavam negociando um possível cessar-fogo, o que foi negado pelo Irã horas depois.
Nesta quarta-feira (25), fontes informaram à AFP e à Reuters que um plano de 15 tópicos para finalizar a guerra foi entregue ao Irã pelo Paquistão. A Turquia também estaria mediando um cessar-fogo para o conflito.
Nenhum dos países confirmou oficialmente a informação.
Ataques no Irã
Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.
Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.
*Com CNN
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
