Irã continuará cobrando taxa por passagem pelo Estreito de Ormuz, diz fonte
Ao menos duas embarcações teriam pago uma taxa de cerca de 2 milhões de dólares para garantir a passagem pelo estreito

O Irã continuará cobrando taxas para que os países tenham uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, disse um funcionário iraniano à CNN.
Desde o início do conflito, a rota marítima, que é uma das mais importantes do mundo, foi bloqueada pelo Irã, passando apenas navios autorizados. Vale lembrar que, por lá, passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Ao menos duas embarcações teriam pago uma taxa de cerca de 2 milhões de dólares para garantir a passagem pelo estreito. O Irã não se pronunciou sobre a informação.
Esmail Baghai, porta voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou na noite desta terça-feira (24) que uma série de medidas estão em vigor para a passagem por Ormuz.
"Outros Estados que não têm nada a ver com este ato de agressão podem atravessar o Estreito de Ormuz após a necessária coordenação com as autoridades iranianas, para garantir que a passagem seja feita de forma segura", disse.
O ministério, segundo a Reuters, também enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional dizendo que "embarcações não hostis" podem passar pelo estreito se comunicarem às autoridades do Irã.
Ataques no Irã
Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.
Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
