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Indonésia: 11 mulheres são condenadas por maus-tratos a bebês em creche

Cuidadoras infantis foram detidas em abril deste ano, após imagens de câmeras de segurança registrarem crianças deitadas no chão, vestindo apenas fraldas e com as mãos e os pés amarrados com panos

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Mulheres acusadas de maus-tratos reagem enquanto acompanham os procedimentos durante o julgamento por abuso e negligência infantil
Mulheres acusadas de maus-tratos reagem enquanto acompanham os procedimentos durante o julgamento por abuso e negligência infantil • Devi Rahman/AFP

A Justiça da Indonésia condenou 11 cuidadoras infantis por maus-tratos a bebês em uma crechê nesta quarta-feira (28). Elas deverão cumprir penas que variam de dois a três anos de prisão. Elas foram detidas em abril, junto com o diretor e presidente da instituição.

O caso provocou indignação no país. Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais, registraram crianças, sendo a maioria com menos de 2 anos, deitadas no chão, vestindo apenas fraldas e com as mãos e os pés amarrados com panos.

A polícia confirmou a autenticidade das imagens e informou também ter encontrado 20 crianças amontoadas em uma sala de apenas três por três metros. A creche Little Aresha foi fechada após a divulgação dos maus-tratos.

Em relato às autoridades, as suspeitas explicaram que amarravam algumas crianças para evitar que incomodassem as outras. Elas alegaram que a creche não tinha funcionários suficientes para dar banho e vestir os alunos.

Ainda segundo a polícia, a creche atendia cerca de 100 crianças. Mais da metade delas foram vítimas de maus-tratos.

No julgamento nesta quarta-feira (28), mães choraram quando o juiz do tribunal Yogyakarta, na Ilha de Java, leu as sentenças. Todas as rés foram consideradas culpadas de "maus-tratos e negligência", além "participação contínua em atos de violência contra uma criança", declarou o magistrado Sunaryanto.

Quando as rés foram detidas, em abril, um dos pais relatou à Agence France-Presse que ficou "de coração partido" ao saber que o próprio filho, então com dois anos, tinha sido uma das vítimas.

O menino frequentava a creche desde os três meses de idade e foi uma das crianças que haviam sido amarradas. Além disso, ele precisou ser hospitalizado várias vezes por pneumonia. O pai suspeita que o problema possa estar relacionaod ao fato de que as crianças dormiam sem roupa, sobre o chão frio.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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