Incêndio que matou ao menos 65 em Hong Kong é o mais grave em quase 30 anos
As chamas atingiram o complexo Wang Fuk Court, que tem oito torres e mais de dois mil apartamentos

O incêndio devastador que atingiu um complexo residencial e matou ao menos 65 pessoas em Hong Kong nesta quarta-feira (26) foi o mais grave em quase 30 anos, segundo a agência de notícias Reuters.
Não se sabe ao certo o que provocou o fogo nesta quarta-feira (26), mas a principal suspeita é de que os tradicionais andaimes de bambu que cercam os prédios tenham potencializado o incêndio, uma vez que são altamente inflamáveis.
Ainda conforme a agência, esse é o segundo episódio em menos de dois meses envolvendo edificações em Hong Kong com esse tipo de estrutura. Em outubro, um grande incêndio atingiu um arranha-céu comercial no centro da cidade, que teria sido causado por uma bituca de cigarro. Ninguém morreu nesse incidente.
O incêndio
O complexo Wang Fuk Court tem oito torres e mais de dois mil apartamentos, e sete foram afetados pelo incêndio.
O incêndio começou na tarde desta quarta-feira em Hong Kong, sendo madrugada no Brasil. Um balanço anterior indicava 55 mortos, mas foi atualizado para 65 óbitos.
O prédio passava por reformas antes de pegar fogo. O incêndio já foi debelado em quatro das oito torres de apartamentos, já outros três edifícios estão com chamas sob controle.
As imagens são impressionantes. Fotos e vídeos mostram o prédio totalmente destruído pelas chamas.
Três homens foram detidos, suspeitos de deixarem, de forma negligente, embalagens de espuma no complexo residencial durante as reformas.
Um porta-voz do governo de Hong Kong disse que 61 pessoas foram hospitalizadas, das quais 15 estavam em estado crítico, 27 em estado grave e 19 estáveis.
Moradores relataram à AFP que não ouviram nenhum alarme de incêndio e avisaram uns aos outros sobre as chamas. “Tocar a campainha, bater nas portas, alertar os vizinhos, dizer que deveriam sair... foi assim que aconteceu [...] O fogo se propagou muito rapidamente”, relatou um morador.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.




