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Chanceler paraguaio e Mauro Vieira conversam após troca de governo

Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou com o chanceler do Paraguai um dia após o impeachment e prisão de Santiago Peña e a posse do novo presidente, Pedro Alliana. Lula parabenizou Alliana e ofereceu laços de cooperação.

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Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira • Marden Matos - MRE/AIG

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, recebeu neste sábado (7) uma ligação do chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano. O contato diplomático ocorreu um dia após o presidente do país vizinho, Santiago Peña, ter sido afastado do cargo por impeachment e preso.

Uma fonte diplomática confirmou à CNN Brasil que a ligação aconteceu. Além disso, a fonte pontuou que a postagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimentando o recém-empossado presidente paraguaio, Pedro Alliana, ainda na noite de sexta-feira (6), foi bem recebida pela nova administração do Paraguai.

Neste sábado (7), o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, fez uma postagem revelando que, por instruções de Alliana, conversou com representantes de governos de diferentes países "para ratificar a continuidade das linhas da política exterior do Paraguai".

Na noite de sexta-feira (6), Lula transmitiu a Alliana "desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul".

O presidente brasileiro também afirmou que espera receber o recém-empossado chefe de Estado paraguaio em Brasília para tratar da agenda bilateral e fortalecer os laços históricos entre os dois países.

A mensagem foi respondida rapidamente pelo novo presidente paraguaio, que apenas 32 minutos depois expressou ter ficado "muito grato com o cumprimento".

"Nossas nações sempre estarão unidas por laços de fraternidade. Iniciamos uma frutífera relação em homenagem a nossos povos", escreveu Alliana.

Santiago Peña, governante de direita, elogiava Lula com frequência, mas mantinha um vínculo cada vez mais próximo com a administração de Donald Trump, dos Estados Unidos, e com o presidente argentino, Javier Milei.

 

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