Herdeira e marido são declarados culpados no Reino Unido por matar filha bebê
Casal permanece sob custódia e serão sentenciados em 15 de setembro; antes de o bebê morrer, casal tentou esconder o nascimento da criança

Uma herdeira de 38 anos e o marido, de 51 anos, foram considerados culpados por um tribunal de Londres nesta segunda-feira (14) pela morte da própria filha, uma criança recém-nascida. O homem já havia sido condenado por estupro. Casal permanece sob custódia e serão sentenciados em 15 de setembro.
O caso corre na Justiça desde o ano passado. Há cerca de um ano, os membros do júri não conseguiram chegar a um acordo após 72 horas de deliberações sobre o papel desempenhado por essa herdeira de uma família historicamente próxima da família real e seu companheiro na morte da filha.
Com o novo julgamento no Tribunal Criminal de Old Bailey, em Londres, um júri condenou ambos por unanimidade por homicídio culposo. No primeiro julgamento, o casal já havia sido condenado por crueldade infantil e ocultação do nascimento de uma criança.
Entenda o caso
A fuga da mulher, identificada como Constance Marten, e de seu parceiro, identificado como Mark Gordon, foi manchete na imprensa britânica em janeiro de 2023. O casal vivia à margem da sociedade. Mark Gordon cumpriu pena de 20 anos de prisão por estupro nos Estados Unidos.
Eles tentaram esconder o nascimento da filha Victória depois de perder a guarda de outros quatro filhos para o serviço social. A Polícia emitiu um alerta de busca depois que uma placenta foi descoberta em um carro abandonado perto de Manchester, no norte da Inglaterra.
O casal fugiu por semanas, mas foi preso em 27 de fevereiro de 2023 em Brighton, no sul da Inglaterra. O corpo da bebê Victoria, com apenas alguns dias de vida, foi encontrado no dia 1º de março em uma sacola de supermercado abandonada em um galpão.
Apesar da autópsia não ter determinado a causa da morte, a promotoria estimou que ela morreu de hipotermia ou que sua mãe a sufocou acidentalmente ao adormecer sobre ela. A hipótese de acidente foi a defendida pelo casal, que alegou que a filha não foi vítima de violência.
Nesse segundo julgamento, o passado violento do pai da criança veio à tona. De forma que os jurados foram parcialmente informados. Além da condenação por estupro quando tinha 14 anos. Ele foi condenado por agredir dois policiais em uma maternidade no País de Gales, em 2017, e é suspeito de violência contra Constance Marten, causando-lhe a ruptura do baço quando estava grávida, entre outras lesões.
*Sob supervisão de Marina Dias
Com Agence France-Presse
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
