Guerra no Oriente Médio: Trump não sairá impune, diz chefe de segurança do Irã
Ali Larijani afirmou que Estados Unidos tentaram repetir ação realizada na Venezuela no país do Oriente Médio

O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou, neste sábado (7), que a guerra comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o país do Oriente Médio é resultado de um "erro de cáculo internacional". A autoridade iraniana destacou que não deixará Trump impune, "ele deve pagar o preço", declarou.
Não deixaremos Trump impune, ele deve pagar o preço
As declarações foram transmitidas pela TV estatal iraniana. O chefe de segurança ainda disse que os EUA estão "presos no atoleiro de seus próprios erros de cálculo" e que Trump não conseguiu atingir seus objetivos com os ataques no país do Oriente Médio.
No pronunciamento, Larijani afirmou que o assassinato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e de mais de mil iranianos não ficará impune. Além disso, destacou que o Irã não recuará até que haja "retaliação" e o agressor seja punido.
Entenda o conflito entre EUA, Israel e Irã
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Confira a linha do tempo, com os principais destaques:
28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.
2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.
3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país. Porém, na hora do ataque, ele estava vazio.
4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.
5 de março: duas explosões foram ouvidas em Jerusalém. Os ataques aconteceram após Israel afirmar ter identificado mísseis lançados do Irã. A agência Islamic Republic News Agency (IRNA) divulga que o número de mortes devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irã subiu para 1.230.
6 de março: o jornal norte-americano, The Washington Post, divulgou que a Rússia estaria ajudando o Irã a localizar alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio para bombardeios em meio à guerra, repassando as localizações de ativos militares dos EUA na região, incluindo navios de guerra e aeronaves.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



