Guatemala declara estado de sítio durante onda de violência que chega a 10 mortes

Rebeliões de presídios tomam o país e levam a ataques contra agentes de segurança pública

Policiais da Guatemala tentam conter rebeliões em presídios

Uma série de rebeliões tomou conta dos presídios da Guatemala durante o último fim de semana e levou a ataques coordenados de uma gangue, a Barrio 18, contra policiais em todo o país. Os motins foram levantados em busca de promover privilégios para o chefe da facção, Aldo “El Lobo” Dupie condenado a mais de 2.000 anos de prisão em diversas sentenças.

O governo declarou estado de sítio, as aulas estão suspensas e o Exército está nas ruas em todo o país por conta do aumento da violência. Nove agentes das forças de segurança pública foram mortos desde o início dos ataques.

O presidente do país, Bernardo Arévalo, considera que a jornada violenta tem matizes políticos e busca desestabilizar a administração em um ano-chave para o país, no qual serão renovados os titulares do Ministério Público, da Corte de Constitucionalidade, da Controladoria-Geral do Estado e do Tribunal Supremo Eleitoral.

Quem é Aldo ‘El Lobo’ Dupie

“El Lobo” é um homem de 42 anos acusado de ser o líder da gangue “Barrio 18”, grupo que tem origem em Los Angeles, nos Estados Unidos, formada por diversos grupos de imigrantes que foram marginalizados no país. A primeira apreensão registrada que Aldo teve foi com 16 anos, em um centro de menores infratores, a primeira prisão foi em 2003.

Entre as condenações, está a ordenação do assassinato de 11 motoristas de ônibus, crime pelo qual recebeu uma sentença de 191 anos de prisão. Ele também foi condenado por roubo, associação criminosa, roubo qualificado, homicídio e tentativa de homicídio. Somadas, as penas chegam a cerca de 2.000 anos.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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