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Governo Trump negocia para que navios de guerra dos EUA não paguem pedágio no Canal do Panamá

Apenas 0,3% dos navios que cruzam o Canal do Panamá são de guerra ou submarinos estadunidenses

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O Canal do Panamá é uma das principais rotas comerciais do mundo.  • Pete Souza | Casa Branca.

O Secretário de Defesa de Donald Trump, Pete Hegseth, afirmou, nesta quarta-feira (9), que os Estados Unidos está negociando um acordo com o Panamá para que navios da marinha estadunidense não paguem pedágio no canal panamenho.

Segundo Hegseth, que é o segundo membro do alto escalão dos EUA que visita o Panamá desde que Trump retornou à Casa Branca, o governo do Panamá está aberto ao diálogo para que a passagem de militares seja "de graça".

Os tratados do canal, assinados em 1977, estabelecem que todos os navios pagam as mesmas tarifas com base na capacidade e carga transportada, independente do país de origem ou destino.

O ministro de Segurança do Panamá, Frank Ábrego, declarou, sobre o assunto, que é preciso "respeitar" o Tratado de Neutralidade e a constituição política do país antes de qualquer negociação, incluindo com os Estados Unidos.

Guerra Comercial

Os EUA e a China são os principais usuários do Canal do Panamá.

Na terça-feira (8), após Hegseth afirmar que o governo dos EUA irá "livrar" o canal de uma suposta influência chinesa, a embaixada da China no Panamá rebateu pedindo ao governo Trump que "pare com a política de chantagem e desapropriação".

Pequim acusou os EUA de orquestrar uma "campanha sensacionalista" de um a "teoria da ameaça chinesa" para atrapalhar negociações entre Pequim e Panamá.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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