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França denuncia 'ingerência' dos EUA em programas de diversidade de empresas francesas

Embaixada dos EUA enviou cartas a empresas francesas que querem ter negócios no país

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Presidente Donald Trump se esforça para barrar programas de diversidade

A França classificou de "inaceitável" a ingerência dos Estados Unidos em empresas francesas que fomentam programas de diversidade. A embaixada dos EUA em Paris enviou cartas de advertência a várias companhias francesas sobre programas de diversidade, que estão na mira de Donald Trump, informou a AFP neste sábado (29).

As cartas, enviadas a empresas francesas que possuem ou pretendem ter negócios com os Estados Unidos, incluíam um questionário que pedia que elas certificassem que "não possuem programas para promover diversidade, igualdade e inclusão".

O questionário, ao qual a AFP teve acesso, assinala que esse tipo de iniciativa "infringe as leis federais antidiscriminação" dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump assinou um decreto que proíbe esse tipo de programa quando assumiu o cargo para um segundo mandato em janeiro.

Na França, onde os ânimos já estavam exaltados pela decisão de Trump de impor novas tarifas às importações, o Ministério de Comércio Exterior respondeu de forma irada.

"A ingerência dos Estados Unidos nas políticas de inclusão das companhias francesas é inaceitável, como também são inaceitáveis as ameaças de tarifas injustificadas", denunciou o ministério.

"A França e a Europa vão defender suas empresas, seus consumidores, mas também os seus valores", acrescentou.

Os programas de promoção de diversidade, igualdade e inclusão, destinados a oferecer oportunidades às pessoas negras, às mulheres e a outros grupos historicamente marginalizados, são muito criticados por Trump e seus simpatizantes, que os consideram injustos.

A carta, divulgada pelo jornal Le Figaro na sexta-feira, explicava às empresas que a ordem executiva firmada por Trump em 20 de janeiro contra esse tipo de programa "também se aplica a todas as empresas terceirizadas e fornecedoras do governo americano, independentemente de sua nacionalidade ou do país ondem operam".

O gabinete do ministro da Economia, Éric Lombard, afirmou que a carta "reflete os valores do novo governo dos Estados Unidos". "[Esses valores] não são os nossos", disse. "O ministro vai reiterar isso para seus interlocutores americanos."

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