EUA: drone sobrevoa base militar onde vivem secretários de Estado e Defesa
Aparelhos que voaram sobre as casas em que vivem Marco Rubio e Pete Hegseth não foram identificados pelas autoridades

Autoridades dos Estados Unidos detectaram drones não identificados sobrevoando a base militar de Washington, onde residem os secretários de Estado Marco Rubio e o de Defesa Pete Hegseth.
A informação, publicada pelo jornal americano “Washington Post”, teria sido confirmada por três pessoas informadas sobre a situação. Duas dessas pessoas disseram que as autoridades ainda não determinaram a origem dos drones.
Devido ao elevado nível de alerta por causa dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, as Forças Armadas estão monitorando potenciais ameaças com mais atenção, segundo um alto funcionário do governo que falou sob condição de anonimato para discutir assuntos de segurança sensíveis.
Esta semana, a Base Conjunta McGuire-Dix-Lakehurst, em Nova Jersey, e a Base Aérea de MacDill, na Flórida, elevaram o nível de proteção para Charlie, uma designação que significa que o comandante possui informações de inteligência indicando a possibilidade de um ataque ou perigo. O único nível de alerta superior, Delta, é para quando um ataque já ocorreu ou é previsto.
Vários drones foram avistados sobrevoando o Forte Lesley J. McNair em uma única noite nos últimos 10 dias, disse o funcionário, o que levou ao aumento das medidas de segurança e a uma reunião na Casa Branca para discutir como responder à situação.
Diretor do Centro de Contraterrorismo se demite
O diretor do Centro Nacional de Antiterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, anunciou pedido de demissão na manhã dessa terça-feira (17) por meio de uma publicação no X, antigo Twitter. Segundo Joe, ele não pode “em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã”.
“O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano”, declara o ex-diretor na publicação.
Para o diretor, a guerra com o Irã foi criada por pressão de um núcleo israelense no governo que teria minado a premissa “America First” (América primeiro, em tradução livre para o português), que prioriza os interesses estadunidenses, e teria criado uma “câmara de eco” para confundir Trump.
Trump considera Irã uma ‘ameaça iminente’
Após a onda inicial de ataques contra o Irã, Trump citou uma "ameaça iminente" aos EUA, e autoridades do governo disseram que o país agiu em resposta a possíveis ataques preventivos do Irã contra forças na região.
As alegações foram contraditas em reuniões do Pentágono no Capitólio, onde autoridades de defesa afirmaram que o Irã não planejava atacar a menos que fosse atacado primeiro.
A justificativa de Trump para atacar o regime iraniano tem oscilado entre a proteção dos manifestantes que protestaram nas ruas do Irã em janeiro e a defesa dos EUA contra o risco de o Irã construir armas nucleares e de longo alcance, além da eliminação de um regime que apoiou grupos terroristas que mataram americanos por décadas.
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.
