Belo Horizonte
Itatiaia

Equador: detentos mantém 178 pessoas como reféns em prisões do país

Reféns estão em sete prisões equatorianas; dados foram atualizados nesta quinta-feira (11)

Por
Equador realiza eleição presidencial imerso na violência do tráfico de drogas • Reprodução/Redes Sociais

Detentos mantém 158 agentes penitenciários e 20 funcionários administrativos como reféns em prisões do Equador. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (11), pelo Serviço Nacional de Atenção Integral a Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores (SNAI).

Segundo o órgão, os reféns estão em sete prisões equatorianas: Oro, Cotopaxi, Loja, Azuay, Tungurahua, Cañar e Esmeraldas. "Trabalhamos de forma permanente, contínua e responsável para salvaguardar a integridade funcionários prisionais", informou o SNAI em nota.

O SNAI também informou que episódios de violência aconteceram em pelo menos duas prisões. Na noite de quarta-feira (10), ao realizar a contagem dos detentos, os agentes penitenciários da prisão de Santo Domingo descobriram que três criminosos haviam fugido. "Em resposta, foram acionadas as correspondentes operações interinstitucionais e a busca continua", afirma o órgão.

Na madrugada desta quinta, um grupo de detentos atirou contra militares das Forças Armadas que estavam do lado de fora do presídio de Esmeraldas. Integrantes das Forças Armadas reagiram para controlar a situação.

‘Conflito armado interno’

Na terça-feira (9), o presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou que o país está em “conflito armado interno”. A medida tem o objetivo de enfrentar grupos de narcotraficantes e “neutralizar” organizações criminosas que impõem uma nova onda de terror no país.

“Assinei o decreto executivo declarando Conflito Armado Interno” e “ordenei às Forças Armadas executar operações militares para neutralizar esses grupos”, escreveu o presidente no X (antigo Twitter).

Na segunda (8), Noboa havia declarado estado de exceção por 60 dias em resposta a uma onda de violência com policiais sequestrados, fuga de presos, ataques à imprensa e motins em presídios. A medida inclui um toque de recolher de seis horas, entre 23h e 5h, horário local (das 01h às 07h em Brasília).

A declaração de estado de exceção também permite que as Forças Armadas intervenham no sistema prisional. Na última semana, o presidente anunciou que construirá dois presídios de segurança máxima nas províncias de Pastaza (leste) e Santa Elena (sudoeste).

Por

Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.