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Em nova retaliação, China vai reduzir número de filmes americanos exibidos em seu território

Em nova ofensiva, o presidente Donald Trump anunciou na quarta-feira um aumento nas tarifas sobre produtos chineses

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Bandeira da China • Pixabay

A China anunciou, nesta quinta-feira (10), que vai reduzir “moderadamente” o número de filmes americanos exibidos oficialmente em seu território. A medida foi tida como uma nova retaliação contra os Estados Unidos após a escalada da guerra comercial entre os dois países.

Em contraste com o tom mais conciliador que adotou em relação ao resto do mundo, o presidente Donald Trump anunciou na quarta-feira um aumento nas tarifas sobre produtos chineses importados.

As tarifas foram elevadas para 125% e o Ministério do Comércio chinês prometeu, nesta quinta, que a China “lutará até o fim” se Washington continuar sua campanha hostil de cobranças excessivas de tarifas.

"As más práticas do governo dos EUA, que incluem o abuso de tarifas contra a China, só podem reduzir ainda mais a popularidade dos filmes americanos entre os espectadores chineses", disse um porta-voz do Gabinete Nacional de Cinema.

"Seguiremos as regras de mercado, respeitaremos as escolhas dos espectadores e reduziremos moderadamente o número de filmes americanos importados", enfatizou em um comunicado divulgado em resposta a uma pergunta sobre as repercussões da guerra comercial.

A China é o segundo maior mercado cinematográfico do mundo, atrás dos Estados Unidos.

O país asiático é especialmente importante para os estúdios de Hollywood, cujas superproduções costumam ser muito bem-sucedidas.

No entanto, Pequim limita — por meio de um sistema de cotas — o número de filmes estrangeiros exibidos oficialmente em seus cinemas.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.