É o fim da Tupperware? Empresa tradicional enfrenta dívida bilionária
Empresa norte-americana conhecida pela fabricação de recipientes reutilizáveis anunciou que pode falir por problemas financeiros

A Tupperware, empresa norte-americana conhecida pela fabricação de recipientes de plástico reutilizáveis, alertou que pode quebrar. Após a divulgação que cita a possibilidade de falência, as ações da fabricante caíram 50% nessa segunda-feira (10), e tiveram uma recuperação tímida nesta terça (11). Os proprietários do grupo, entretanto, não detalharam o que causou a dívida bilionária da empresa.
A empresa de quase 80 anos de mercado anunciou "dúvidas substanciais sobre a capacidade de continuar operando". Na mesma nota, publicada na sexta-feira (9), foi informado que consultores financeiros foram contratados para ajudar a melhorar a estrutura de capital da fabricante.
As ações da Tupperware atingiram o menor nível em quase três anos após o anúncio. O preço das ações chegou a US$ 1,21, e a empresa encerrou o dia em queda de 48%. O valor de mercado, antes superior a US$ 100 milhões, caiu para cerca de US$ 55 milhões. A dívida da empresa é de mais de US$ 700 milhões, cerca de R$ 3 bilhões.
"A empresa está fazendo de tudo para mitigar o impacto de eventos recentes, e estamos tomando ações imediatas para procurar financiamento adicional e tratar da nossa posição financeira", anunciou o presidente da Tupperware, Miguel Fernandez.
Apesar de não ser citado na publicação da marca, os "eventos recentes" destacados por Fernandez podem ter relação com a grande queda de receita da empresa. Quase alcançando US$ 3 bilhões há uma década, a Tupperware registrou receita de US$ 1,7 bilhão em 2023.
Durante a pandemia, as ações da fabricante tiveram um pico e chegaram a ser negociadas por US$ 38,57. A alta tem relação com o aumento da demanda pelos recipientes no período, que enfrentou declínio a partir de 2022.
Conhecida pela fabricação de vasilhas reutilizáveis, a Tupperware ganhou fama nas décadas de 1950 e 1960. Com custos elevados de produção e mão de obra, a empresa enfrenta um momento de reestruturação
Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.
