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Cresce crise de saúde mental entre adolescentes com avanço descontrolado das redes sociais

De acordo com dados levantados em parceria com a Universidade Erasmus de Roterdã, cerca de uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos convive com algum transtorno mental

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Imagem de uma mão mexendo em um telefone celular
A mulher conheceu o homem na internet, e ele passou a ser seu namorado virtual • Tânia Rêgo/Agência Brasil

A saúde mental de crianças e adolescentes no mundo enfrenta uma situação crítica, segundo relatório divulgado nessa quarta-feira (11) pela organização holandesa KidsRights. O estudo aponta a expansão das redes sociais como um dos principais agravantes. As informações são da AFP.

De acordo com dados levantados em parceria com a Universidade Erasmus de Roterdã, cerca de uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos convive com algum transtorno mental.

Marc Dullaert, fundador e presidente da KidsRights, afirmou que os dados são um alerta urgente. Ele destacou que as redes sociais, ao priorizarem o engajamento sem garantias de segurança, contribuem diretamente para o agravamento da situação.

O relatório, conhecido como KidsRights Index, é produzido anualmente e avalia os esforços de 194 países na promoção e proteção dos direitos da criança.

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Apesar disso, o relatório alerta que medidas extremas, como proibir o acesso de menores às redes sociais — caso da Austrália —, podem ferir direitos fundamentais, como o acesso à informação. A recomendação da KidsRights é por uma abordagem mais equilibrada, que proteja sem excluir, promovendo acesso a conteúdos educativos e prevenindo o isolamento.

*com informações de AFP

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