This grab from a handout footage taken on August 27, 2026 and released by Tibet Military Command shows an aerial view of the mudslide-affected area near Gyirong border port in Tibet Autonomous Region of China following deadly flash floods and landslides near the Nepal-Tibet border on August 26. Rescue teams scoured devastated zones on August 27 for more than 1,300 people missing a day after flash floods and landslides along the Nepal-Tibet border killed at least 273, sweeping away entire villages. (Photo by Handout / Tibet Military Command / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / Tibet Military Command" - HANDOUT - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS • AFP
Ao menos 100 peregrinos que passavam pelo Monte Kailash, local sagrado na Cordilheira do Himalaia, estão desaparecidos devido à inundação repentina que atingiu o Nepal nessa quarta-feira (26). No total, são mais de 1.300 desaparecidos devido ao desastre.
O monte fica no sudoeste do Tibete, em uma área próxima à fronteira da China com o Nepal e a Índia. Fica a 6,4 mil metros acima do nível do mar e está próximo do lago Manasarovar. É um importante destino para o hinduísmo, budismo, jainismo e a tradição tibetana Bon.
Segundo a agência de notícias Associated Press, cada religião associa a montanha a diferentes crenças: para os hindus, era a morada de Shiva, deus da destruição, e de Parvati, deusa do casamento, fertilidade e maternidade; para os budistas, é a "mandala natural" do universo, que representa o cosmos e o centro espiritual do universo; e para a tradição tibetana Bon, é um centro de poder espiritual associado a Tonpa Shenrab, fundador da tradição.
Peregrinos viajam até o local para uma jornada de purificação dos pecados: eles acreditam que caminhar ao redor do pico auxilia no perdão dos pecados. Alguns hindus banham-se nas águas do lago Manasarovar.
A cultura e a religião motivam a proibição de escaladas no Monte Kailash. Para os que seguem essas religiões, escalar a montanha é uma violação da sacralidade.
A polícia nepalesa atualizou o número de mortos devido à enchente devastadora que atingiu o Nepal nessa quarta-feira (26) para 359. Mais de 1.300 pessoas continuam desaparecidas.
A enchentetambém causou três mortes no Tibete, em uma área que também foi atingida. Vale lembrar que o desastre começou em uma área da Cordilheira do Himalaia, entre o Tibete e Nepal.
Entre os desaparecidos, estão mais de 700 estrangeiros que visitavam a região montanhosa. Famílias aguardam por notícias de parentes, mas não têm contato há mais de 24 horas.
Equipes de socorristas enfrentam dificuldades para acessar os locais atingidos, devido ao bloqueio de estradas pela lama e pelos escombros. O nível elevado das águas também dificulta o pouso de helicópteros de resgate.
Cientistas afirmaram que um enorme bloco de gelo despencou no vale abaixo, arrastando sedimentos que já estavam saturados de água devido à atual temporada de monções. A hipótese de um terremoto foi descartada.
Veja fotos do desastre:
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Fotos de drone mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Xinhua via AFPLi Jian / Xinhua via AFP
Fotos de drone mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Prabin RANABHAT / AFP
Fotos aéreas mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Arun SANKAR / AFP
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Imagens de satélite mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• AFP
Fotos de drone mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Prakash MATHEMA / AFP
Fotos de drone mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Prakash MATHEMA / AFP)
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• Prabin RANABHAT / AFP)
Fotos aéreas mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• AFP PHOTO / Tibet Military Command
Fotos aéreas mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• AFP PHOTO / Tibet Military Command
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• Arun SANKAR / AFP
Fotos aéreas mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Arun SANKAR / AFP
Fotos aéreas mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• FP PHOTO / Tibet Military Command
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Fotos de drone mostram estragos e alagamentos após enchente histórica no Nepal, próximo à fronteira com a China e o Tibete
• Prabin RANABHAT / AFP
Uma casa aparece soterrada por lama após enchentes repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• Prabin RANABHAT / AFP
334 Casas aparecem cobertas de lama após enchentes repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• Prakash MATHEMA / AFP
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Casas ficam parcialmente submersas em água barrenta às margens de um rio após uma enchente repentina em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026.
• PRABIN RANABHAT / AFP
Casas ficam parcialmente submersas em água barrenta às margens de um rio após uma enchente repentina em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• PRABIN RANABHAT / AFP
Casas ficam parcialmente submersas em meio à água barrenta às margens de um rio após uma enchente repentina em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• Foto por PRABIN RANABHAT / AFP
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Divulgação/ Polícia do Nepal
Moradores observam uma enxurrada de água barrenta passar por um rio após inundações repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• Prakash MATHEMA / AFP
Vista das consequências de uma enxurrada repentina e deslizamentos de terra na fronteira entre o Nepal e a China, em 26 de agosto de 2026, em Nuwakot, Nepal
• Anadolu via AFP
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Um morador caminha por uma rua coberta de lama após inundações repentinas e um desastre causado por deslizamentos de terra em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• PRAKASH MATHEMA / AFP
Casas aparecem cobertas de lama após enchentes repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026
• AFP
Uma fotografia tirada em 26 de agosto de 2026 mostra uma casa parcialmente submersa pela lama após inundações repentinas e um desastre de deslizamento de terra em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal
• PRAKASH MATHEMA/AFP
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.