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Cidade espanhola proíbe festivais religiosos muçulmanos em espaços públicos

Partido Conservador do Povo em Jumilla votou para impedir que áreas públicas e academias sejam usados para atividades “estranhas à identidade espanhola”

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Na sentença, o juiz Jarbas Luiz dos Santos enfatizou que a liberdade de pensamento não é absoluta
Na sentença, o juiz Jarbas Luiz dos Santos enfatizou que a liberdade de pensamento não é absoluta • Imagem ilustrativa Pixabay

A cidade de Jumilla, em Múrcia, no sudeste da Espanha, proibiu os muçulmanos de usar instalações públicas, como centros e academias, para celebrar os festivais religiosos Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã. Algo inédito no país.

A proibição foi introduzida pelo conservador Partido Popular (PP) e aprovada com apoio do partido de extrema-direita, Vox.

"Eles não estão perseguindo outras religiões, estão perseguindo a nossa", afirmou.

Francisco Lucas, o líder socialista em Múrcia, também se pronunciou no X.

“O PP viola a constituição e coloca a coesão social em risco simplesmente pela busca do poder", declarou.

A decisão ainda pode ser contestada, uma vez que viola o artigo 16 da Constituição espanhola, que afirma: “É garantida a liberdade de ideologia, religião e culto dos indivíduos e das comunidades, sem qualquer outra restrição à sua expressão além daquela necessária para manter a ordem pública protegida por lei”.

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Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo