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Terremoto na Indonésia: governo pede que moradores da costa da Ilha de Flores saiam de casa

Tremor de magnitude 7,7 atingiu o país e gerou alerta de tsunami; existe possibilidade de vítimas e danos, embora o governo indonésio ainda não tenha se pronunciado a respeito

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Terremoto de magnitude 7,7 atinge a Indonésia • USGS

O forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a Indonésia nesta sexta-feira (14) levou as autoridades do país a emitirem um alerta urgente de tsunami e a determinarem a retirada imediata das populações que vivem em áreas costeiras. O foco das recomendações de emergência está concentrado na Ilha de Flores e em regiões insulares vizinhas.

Em declaração à emissora local Kompas TV, o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB), Abdul Muhari, reforçou o apelo para que os moradores da costa norte de Flores, do sul da ilha e de todo o entorno iniciem um processo de autoevacuação o mais rápido possível.

Para garantir a segurança da população, a orientação oficial é que as pessoas se afastem da faixa litorânea deslocando-se ao menos dois quilômetros para o interior ou busquem abrigo em áreas elevadas com altura superior a 10 metros.

O terremoto

O tremor, que ocorreu a uma profundidade de 35 quilômetros, foi seguido por várias réplicas, conforme informado pelo Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo (EMSC). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o mesmo tremor com magnitude de 7,7 e profundidade de 10 quilômetros, além de três réplicas subsequentes, com magnitudes de 5,9, 5,6 e 6,1.

A BMKG (agência de geofísica da Indonésia) emitiu um alerta preliminar de tsunami para algumas regiões do país. Este tipo de alerta é comum em regiões de alta atividade sísmica, como já noticiado em alerta de tsunami na costa da Indonésia em outra ocasião.

Paralelamente, o centro de alerta de tsunami da Austrália informou que o terremoto submarino não representa "ameaça de tsunami para o território continental, as ilhas ou os territórios australianos".

Estimativas iniciais do USGS, baseadas na intensidade do tremor, indicam a possibilidade de vítimas e danos, embora o governo indonésio ainda não tenha se pronunciado a respeito.

O sistema de avaliação de impacto do USGS estima que cerca de 500 mil pessoas foram expostas a tremores muito fortes ou severos, capazes de causar danos leves a moderados em estruturas bem construídas e graves em estruturas mal construídas.

A Indonésia, situada no Círculo de Fogo, uma das áreas de maior atividade sísmica do mundo, já registrou diversos terremotos devastadores no passado. Esta faixa ao redor do Oceano Pacífico gera frequentes terremotos e atividade vulcânica, estendendo-se do Japão e da Indonésia até a Califórnia e a América do Sul. Tal histórico remete a eventos como o tsunami de 2000 que devastou o sudeste asiático, região onde a Indonésia está localizada.

O terremoto mais letal já registrado na Indonésia atingiu a ilha de Sumatra em 2004. Com magnitude 9,1, o sismo causou a morte de mais de 220 mil pessoas ao longo da costa do Oceano Índico, sendo mais da metade delas na própria Indonésia.

Mais recentemente, centenas de pessoas morreram quando um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a ilha de Lombok, em agosto de 2018. No final do mesmo mês, uma série de terremotos intensos abalou várias ilhas no Pacífico Sul e na Indonésia.

Em setembro daquele ano, um terremoto de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram a ilha de Sulawesi, causando a morte de centenas de outras pessoas.

Em novembro de 2022, um terremoto de magnitude 6,5 atingiu a região de Cianjur, em Java Ocidental, também deixando centenas de mortos.

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