China acusa EUA de orquestrar 'campanha sensacionalista' para dificultar parceria com Panamá
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, prometeu nesta terça-feira (8) que iria “livrar” o Canal do Panamá de uma “suposta influência chinesa”, negada por Pequim

A guerra comercial entre Estados Unidos e China ganha mais um novo polo de interesse: o Panamá. Nesta terça-feira (8), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o governo estadunidense irá "livrar" o Canal do Panamá de uma suposta influência chinesa.
China pede para que EUA pare com chantagem
A embaixada da China no Panamá rebateu as acusações de que o país e pediu que o governo de Donald Trump pare com a política de "chantagem" e "desapropriação".
Através de um comunicado, os chineses afirmaram que a China "nunca participou da gestão nem da operação do Canal do Panamá e nem interferiu nos assuntos da rota".
A embaixada classificou os comentários do secretário como "irresponsáveis e infundados".
Hegseth é o segundo funcionário do alto escalão dos EUA a visitar o Panamá desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro deste ano. O presidente tem prometido "recuperar" o Canal do Panamá para os Estados Unidos alegando suposta influência chinesa.
Segundo os chineses, os EUA "orquestram uma campanha sensacionalista" de uma "teoria da ameaça chinesa", alegando uma tentativa de sabotar a cooperação entre Pequim e Panamá.
Taxas de retaliação
O prazo dado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para que a China retirasse as taxas de 34% aos produtos estadunidenses terminou. O republicano determinou que Xi Jinping recuasse das tarifas retaliatórias até 12h dessa terça-feira (8), 13h no horário de Brasília.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



