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Cataratas do Iguaçu são fechadas na Argentina após cheia de rio associada ao El Niño

Vazão do Rio Iguaçu ultrapassou 12 mil metros cúbicos por segundo; chuvas também motivam alertas para os rios Paraná e Uruguai, com retirada de moradores de áreas de risco

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As Cataratas do Iguaçu são o principal destaque do parque, reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco em 1986
As Cataratas do Iguaçu são reconhecidas como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco em 1986. • Zig Koch/MTUR

O acesso turístico às Cataratas do Iguaçu, no lado argentino, foi suspenso nesta segunda-feira (12) devido à elevação do nível do Rio Iguaçu. A medida foi adotada de forma preventiva diante do aumento da vazão e da previsão de mais chuvas associadas ao fenômeno El Niño, que também coloca os rios Paraná e Uruguai em alerta.

Localizadas na província de Misiones, no Nordeste da Argentina, as cataratas tiveram as áreas turísticas temporariamente interditadas pela administração do Parque Nacional do Iguaçu e pela empresa responsável pela concessão dos passeios. A vazão ultrapassou 12 mil metros cúbicos por segundo, mais de seis vezes a média habitual.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a administração do parque informou que a circulação de pessoas e o acesso às áreas de uso público estavam temporariamente restritos. Não foi anunciada uma data para a reabertura

O administrador do parque, José María Hervás, explicou que a decisão foi tomada por precaução, diante da continuidade das chuvas e da manutenção do volume de água liberado pelas barragens localizadas na parte superior do rio Iguaçu.

Cataratas já foram fechadas em outros episódios de cheia

O parque argentino também teve o acesso interrompido em 2023 e 2024, durante outro episódio de El Niño. Na ocasião, a cheia provocou danos em passarelas da área turística da Garganta do Diabo, um dos principais pontos de visitação das cataratas.

Em agosto deste ano, as autoridades já haviam fechado esse trecho do circuito e retirado passarelas preventivamente, diante da expectativa de um evento meteorológico semelhante ou mais intenso que o anterior.

Meteorologistas de diferentes países alertaram que o atual episódio de El Niño pode se tornar o mais intenso já registrado.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico tropical e pode alterar os padrões climáticos em diversas regiões do planeta, aumentando o risco de secas e inundações. Também pode contribuir para o agravamento do aquecimento global.

Rios Paraná e Uruguai também registram elevação

O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN), informou que a região do litoral do país registrava, até setembro, chuvas acima do esperado, em um padrão semelhante ao observado em episódios fortes de El Niño.

Segundo o órgão, os volumes excedentes tendem a aumentar ao longo do ano, especialmente durante o verão e o outono do hemisfério sul, que ocorrem em 2027.

A situação também afeta o rio Paraná. A entidade binacional responsável pela usina hidrelétrica de Yacyretá, situada na fronteira entre Argentina e Paraguai, informou nesta segunda-feira que a vazão do rio ficou 37% acima das médias históricas em setembro. No acumulado de outubro, o índice chegou a 40% acima da referência histórica.

Já a cheia do rio Uruguai levou à retirada de dezenas de pessoas de áreas próximas às margens em Concordia, na província de Entre Ríos, e em Paso de los Libres, na província de Corrientes. As informações foram divulgadas pelas administrações municipais e publicadas pela imprensa local nesta segunda-feira.

Com informações AFP

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.

 

 

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