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Britânica morre após ingerir chá de Ayahuasca em retiro espiritual na Bolívia

O representante do local alegou que a morte da mulher não teve relação com o chá psicodélico

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A britânica Maureen Rainford, que morreu após ingerir chá de Ayahuasca • Facebook/Reprodução

Uma mulher chamada Maureen Rainford, de 54 anos, morreu após consumir Ayahuasca, uma substância psicodélica, durante um retiro espiritual na Bolívia. As informações são do tablóide inglês The Sun, divulgadas pelo blog brasileiro Page Not Found.

A mulher, mãe de três filhos e residente de Romford, no Reino Unido, havia reservado um pacote de viagem que custou 800 Libras (cerca de R$ 6 mil) no Ayahuasca and San Pedro Pisatahua Retreat, localizado na Amazônia boliviana, cujo objetivo seria 'desintoxicar-se do barulho de Londres'.

O representante do retiro alegou que a morte foi causada por uma "emergência médica não relacionada à Ayahuasca" e prestou condolências à família. Contudo, a filha destacou os riscos de locais que promovem experiências espirituais sem infraestrutura adequada: "Estou falando sobre isso agora porque quero conscientizar sobre esses lugares que vendem um sonho em folhetos brilhantes", disse a irmã da mulher que morreu.

A autópsia indicou que Maureen sofreu um ataque cardíaco. Ela foi sepultada no Reino Unido, na semana passada, após o consulado britânico na Bolívia repatriar seu corpo.

O retiro

De acordo com o Page Not Found, o site do retiro divulga pacotes de "Dieta de Medicina Vegetal" que incluem alimentos orgânicos e rituais para "limpar o corpo e clarear a mente". Durante o programa, os participantes seguem uma dieta restritiva e realizam cerimônias em homenagem a Pachamama (Mãe Terra, na cultura local).

Os organizadores afirmam que os hóspedes não passam fome, mas precisam reavaliar sua relação com a comida, enfrentando um menu composto de peixes, vegetais, frutas e grãos locais, sem temperos fortes.

Vaquinha para ajudar a família

O Page Not Found informa, ainda, que amigos de Maureen, abalados com sua morte, criaram uma página no site de vaquinha GoFundMe para ajudar a família a lidar com os custos e o impacto da morte da mulher.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.