Brasileira vítima de estupro coletivo na Índia: ‘achei que morreríamos’
Mulher viajava com o marido no momento do ataque; três homens foram presos

A brasileira vítima de estupro coletivo na Índia na última sexta-feira (1º) usou suas redes sociais para compartilhar o relato da agressão. Ela e o marido viajam pelo mundo de motocicleta e compartilham a experiência nas redes. A dupla já visitou mais de 66 países e acumula cerca de 170 mil seguidores no Instagram.
A mulher, que estava acompanhada do marido, parou para acampar no distrito de Dumka quando foram surpreendidos por sete homens que os espancaram. Em seguida, Fernanda foi arrastada para área isolada e foi estuprada. Os suspeitos já foram identificados e três foram presos.
“Minha cara está assim, mas não é o que mais dói. Pensei que íamos morrer. Graças a Deus, estamos vivos”, escreveu Fernanda em vídeo publicado nas redes sociais.
Vicente, marido da vítima, afirmou que os criminosos usaram uma faca para ameaçá-los.
“Fomos atacados, golpeados, colocaram uma faca no meu pescoço e violaram a Fernanda. Sete caras, filhos da puta”, afirmou o homem.
Em outro vídeo, Vicente também compartilhou imagens dos ferimentos no seu rosto e afirmou que a situação da esposa ainda era pior. Fernanda, ao compartilhar o relato, disse que, apesar de terem sido vítimas de roubo, o objetivo dos homens era realizar as agressões sexuais.
“Aconteceu-nos algo que não desejaríamos a ninguém, sete homens violaram-me, espancaram-nos e roubaram-nos, embora não muitas coisas, porque o que queriam era violar-me. Estamos no hospital com a polícia, aconteceu esta noite aqui na Índia”, escreveu Fernanda.
Segundo o jornal Times of India, três suspeitos foram presos pela polícia indiana e foi aberta uma investigação especial para apurar o caso.
Caso traz à tona altos níveis de violência sexual na Índia
Em 2022, a Índia registrou uma média de 90 estupros diários, segundo informações do escritório nacional de registros criminais. Muitos dos casos, porém, não são denunciados pelas vítimas devido ao estigma que muitas delas sofrem e à falta de confiança na polícia.
Em 2012, o caso da estudante de psicoterapia de 23 anos Jyoti Singh tomou repercussão mundial. A jovem foi estuprada e abandonada, dada como morta, por cinco homens e um adolescente em um ônibus em Nova Déli, em dezembro daquele ano.
Com informações do Metrópoles
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Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Sólida experiência no Legislativo e Executivo mineiro. Premiada na 7ª Olimpíada Nacional de História do Brasil da Universidade de Campinas.
