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Brasil, Espanha e México prometem aumentar ajuda a Cuba, paralisada por bloqueio

Declaração conjunta foi publicada neste sábado (18) e expressou 'profunda preocupação com a grave crise humanitária' na ilha caribenha após a intensificação dos embargos promovidos peos EUA

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Brasil, Espanha e México prometem aumentar ajuda a Cuba, paralisada por bloqueio • AFP

Os governos de Brasil, Espanha e México publicaram neste sábado (18) uma nota conjunta para se posicionar sobre as "circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano" após a intensificação dos embargos promovidos pelos Estados Unidos.

A economia de Cuba está paralisada depois que o governo de Donald Trump cortou o envio de petróleo da Venezuela. A ilha caribenha enfrenta uma crise energética por conta do desabastecimento.

No comunicado, Brasil, Espanha e México se comprometeram a aumentar a ajuda humanitária ao país para "aliviar o sofrimento do povo cubano".

A declaração conjunta traz três tópicos, nos quais os países:

  • Expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional;
  • Reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas;
  • Reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse contexto, fazem um chamado a um diálogo sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas. Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade.

A crise humanitária em Cuba

Cuba está sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, três anos após a Revolução Cubana e a destituição do ditador Fulgêncio Batista. No entanto, o recente endurecimento das sanções econômicas promovidas pelos EUA provocaram uma profunda crise econômica no país.

Nos últimos seis anos, os 9,6 milhões de habitantes da ilha caribenha sofrem com apagões recorrentes, escassez de alimentos e medicamentos e uma inflação elevada, que pioraram em 2026 depois do bloqueio energético imposto por Washington.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).