Bispa de Londres, Sarah Mullally, é nomeada primeira mulher chefe da Igreja Anglicana
Ela substitui Justin Welby, que foi obrigado a renunciar no ano passado devido à gestão de um escândalo de agressões físicas e sexuais

O governo britânico anunciou que a bispa de Londres, Sarah Mullally, foi nomeada arcebispa de Canterbury nesta sexta-feira (3), se tornando a primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra e a ser líder espiritual dos anglicanos.
A mulher, de 63 anos, é enfermeira e mãe de dois filhos. Ela substitui Justin Welby, que foi obrigado a renunciar no ano passado devido à gestão de um escândalo de agressões físicas e sexuais.
Mullally deixou o trabalho de enfermeira em 2004 para dedicar-se ao sacerdócio em tempo integral. Ela é a 106ª arcebispa de Canterbury.
Em um comunicado, a arcebispa reconheceu a "grande responsabilidade" do seu novo cargo, mas declarou sentir uma sensação de "paz e confiança em Deus" para cumpri-lo.
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O antigo arcebispo de Canterbury oficiou em vários eventos reais importantes nos últimos anos, como o funeral da rainha Elizabeth II e a coroação de Charles III.
Entre a década de 1970 e meados da década de 2010, John Smyth, um advogado que presidia uma organização de caridade vinculada à Igreja Anglicana e que organizava acampamentos de férias, abusou sexualmente de 130 crianças e jovens no Reino Unido e depois na África, particularmente no Zimbábue e na África do Sul, onde se estabeleceu e morreu em 2018, aos 75 anos, sem ser julgado.
A instituição foi oficialmente informada desses fatos em 2013, mas muitos membros já os conheciam desde a década de 1980 e os mantiveram em silêncio como parte de uma "campanha de encobrimento", concluiu uma investigação encomendada pela própria Igreja Anglicana.
O relatório também concluía que o arcebispo de Canterbury "poderia e deveria ter denunciado" à polícia a violência cometida pelo advogado a partir de 2013, quando se tornou primaz da Igreja da Inglaterra.
*Com AFP
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