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Autoridades orientaram população a escrever nome no braço antes do furacão Milton chegar à Flórida

O furacão Milton tocou o solo da Flórida por volta das 21h30 (horário de Brasília), 20h30 no horário local, com ventos estimados em 193 km/h

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Autoridades orientaram cidadãos a escreverem nome, data de nascimento e parente mais próximo antes da passagem do furacão Milton • Reprodução/ Redes sociais | BRYAN R. SMITH/ AFP

Antes da passagem do furacão Milton, as autoridades da Flórida orientaram os cidadãos a se identificarem caso não optassem pela evacuação de suas cidades. A tempestade tocou o solo dos Estados Unidos na noite desta quarta-feira (9).

Quem passou a mensagem foi o xerife Bill Prummel, do condado de Charlotte. “Se você optar por ficar, encontre um marcador permanente, escreva seu nome, sua data de nascimento e seus parentes mais próximos em seu braço para sabermos quem você é e quem contatar. Isso não é brincadeira”, disse em uma conferência de imprensa, realizada na tarde dessa terça-feira.

O furacão Milton tocou o solo da Flórida por volta das 21h30 (horário de Brasília), 20h30 no horário local, com ventos estimados em 193 km/h.

Segundo tornado em menos de um mês

Há menos de duas semanas, outro furacão, nomeado Helene, causou 220 mortes e inundações no dia 27 de setembro. O tornado deixou um rastro de destruição em morte no sul dos Estados Unidos.

O Helene se uniu aos furacões mais mortais que passaram pelos EUA nos últimos anos, como o Ian, que em 2022 deixou 161 mortos, e o Irma, que atingiu a Flórida em 2017 e deixou 92 mortos.

População está desesperada

“Estou nervoso. Isso é algo pelo qual acabamos de passar com a outra tempestade: o solo está saturado, ainda estamos nos recuperando disso”, disse à AFP Randy Prior, 36 anos, morador de Sarasota e proprietário de uma empresa de piscinas.

Prior planeja passar a tempestade em casa, após ter suportado as inundações provocadas pelo Helene, que também causou estragos em áreas remotas da Carolina do Norte e mais para o interior.

“Sou dono de uma empresa, portanto, quando a tempestade passar, tenho que estar aqui, ajudar na limpeza e fazer tudo voltar ao normal. Mas é uma grande tempestade, sem dúvida”, disse ele.

Luis Santiago, que mora em Tampa, disse que “fecharia tudo” e iria embora. “Vamos ver o que acontece quando eu voltar”, disse ele.

As autoridades pediram incessantemente que as pessoas em áreas de risco procurassem abrigo em locais seguros.

* Com informações de AFP

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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