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Ao menos 87 pessoas morreram por fentanil medicinal contaminado na Argentina

Dezenas de pacientes tratados com opioides sofreram infecções bacterianas graves; 87 mortes foram confirmadas e outras 9 estão sob investigação

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Primeira missa após a morte do Papa Francisco na Catedral reúne fiéis  • Vatican News

Pelo menos 87 pessoas morreram na Argentina após serem tratadas com fentanil medicinal contaminado com bactérias. Outras nove mortes estão sob investigação.

Segundo informações divulgada pelo Buenos Aires Herald, o alarme foi disparado pela primeira vez em maio, quando dezenas de pacientes hospitalizados sofreram infecções bacterianas graves.

Os pacientes haviam sido hospitalizados por condições não relacionadas e receberam o medicamento para alívio da dor ou anestesia. No entanto, diferentes cepas de bactérias resistentes a múltiplos antibióticos foram detectadas.

"A Argentina nunca viu um caso tão grave. É inédito", disse Adriana Francese, advogada de quatro famílias das vítimas.

A investigação, que começou também em maio, disse que o fentanil foi rastreado até a empresa farmacêutica HLB Pharma e seu laboratório, o Laboratório Ramallo.

O tribunal de Buenos Aires nomeou 24 suspeitos envolvidos na fabricação e venda do opioide. Eles estão proibidos de deixar o país para evitar que escapem da acusação, e seus bens foram congelados.

A ANMAT, agência reguladora de alimentos e medicamentos da Argentina, ordenou que todos os centros de saúde na Argentina parassem de usar seu lote de fentanil e que as empresas interrompessem toda a produção.

Apesar disso, nenhuma acusação foi apresentada até o momento.

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Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo