Belo Horizonte
Itatiaia

Ali Khamenei moderava o programa nuclear iraniano, diz ex-diretor

Irã não estava prestes a obter uma arma nuclear, segundo o diretor; supostas armas nucleares do Irã são usadas como justificativa para a guerra

Por
Aiatolá Khamenei falou pela primeira vez sobre os ataque dos EUA.
Aiatolá Khamenei morreu durante ataques do EUA e Israel ao Irã • Reprodução | Redes Sociais @Khamenei_fa

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto em ataque dos Estados Unidos, moderava o programa nuclear iraniano, afirmou o ex-chefe de contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent.

"Não sou fã do ex-líder supremo, Ali Khamenei, mas ele estava moderando o programa nuclear deles. Ele os impedia de obter uma arma nuclear", disse Kent em entrevista a Tucker Carlson, ex-apresentador da Fox News.

"Se você o eliminar, se você o matar de forma agressiva, as pessoas vão se unir em torno desse regime", acrescentou.

Kent garantiu que o Irã não estava prestes a obter uma arma nuclear, afirmação que é utilizada como justificativa para os EUA realizarem ataques ao país. A estratégia de Teerã era não abandonar completamente o programa.

"Não havia nenhuma informação de inteligência que dissesse: 'Ei, em qualquer dia, 1º de março, os iranianos vão lançar esse grande ataque surpresa, vão fazer algo como o 11 de setembro, Pearl Harbor, etc. Eles vão atacar uma de nossas bases'. Não havia nada disso", disse.

Ex-chefe se demite

Em publicação no X na terça-feira (17), Joe Kent anunciou sua demissão do Centro Nacional de Antiterrorismo dos EUA. Ele afirmou que não podia "em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã".

"O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano", declarou.

"Até junho de 2025, o senhor compreendia que as guerras no Oriente Médio eram uma armadilha que roubava da América as vidas preciosas de nossos patriotas e esgotava a riqueza e a prosperidade de nossa nação", completou.

Para o diretor, a guerra com o Irã foi criada por pressão de um núcleo israelense no governo que teria minado a premissa “America First” (América primeiro, em tradução livre para o português), que prioriza os interesses estadunidenses, e teria criado uma “câmara de eco” para confundir Trump.

Por

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.