Acusada de vender a própria filha por R$ 5 mil para ritual é condenada à prisão perpétua
Sentença foi proferida nesta quinta-feira (29) e também incluiu o companheiro da mulher e um amigo do casal

A Justiça sul-africana condenou à prisão perpétua Kelly Smith, acusada de vender a própria filha de 6 anos para um curandeiro tradicional. A sentença, proferida nesta quinta-feira (29), também incluiu o companheiro da mulher e um amigo do casal, todos considerados culpados por sequestro e tráfico humano.
O caso, que chocou o país, ocorreu em fevereiro de 2024, quando a pequena Joshlin desapareceu misteriosamente. Segundo investigações, a menina foi comercializada por aproximadamente US$1.000 (equivalente a R$5.000) para um praticante de medicina tradicional que pretendia utilizar partes do corpo da criança em rituais.
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"A acusada não demonstrou qualquer sinal de arrependimento pelo desaparecimento da filha", afirmou o juiz Nathan Erasmus durante a leitura da sentença, destacando o comportamento manipulador da ré, que permaneceu impassível durante toda a audiência de apenas uma hora.
Crime chocou a comunidade local
Informações preliminares do processo indicam que os três condenados são usuários de substâncias entorpecentes, fator que pode ter contribuído para o crime. Após doze meses do desaparecimento, as autoridades policiais sul-africanas continuam as buscas pela menina Joshlin, sem sucesso até o momento.
Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.



