A Meta, do bilionário Mark Zuckerberg, comparecerá a um tribunal de Washington nesta segunda-feira (14) para o início de um processo que pode culminar na obrigação de vender o Instagram e o WhatsApp.
A autoridade americana de defesa da Concorrência, Federal Trade Commission (FTC) apresentou uma ação ainda em 2020 acusando a empresa, então chamada Facebook, de comprar a rede social Instagram e o serviço de mensagens WhatsApp para “eliminar ameaças ao seu monopólio”.
A ação contra a Meta é uma das cinco maiores contra os gigantes da tecnologia dos Estados Unidos. Ao longo de oito semanas de processo, a FTC deve provar que a Meta abusou de sua posição dominante para comprar o Instagram em 2012 por um bilhão de dólares e, o WhatsApp, em 2014, por US$ 19 bilhões.
Para a FTC, “durante mais de uma década, a Meta manteve nos Estados Unidos um monopólio nos serviços de redes sociais”, que permite que as pessoas entrem em contato com suas famílias e amigos.
Segundo a reguladora, outras grandes plataformas como YouTube e TikTok não estão na mesma categoria.
A Meta, com sede em Menlo Park, Califórnia, nega. “A ideia de que esses serviços diferem em certos aspectos dos aplicativos da Meta só demonstra que seus concorrentes próximos inovam com ferramentas e funções para ganhar minutos de atenção dos usuários”, argumenta a defesa.
Zuckerberg na defensiva
Zuckerberg vem tentando evitar o processo e chegou a fazer, inclusive, várias visitas à Casa Branca para tentar convencer o presidente Donald Trump a o ajudar nos movimentos contra o julgamento. Ele tentou que um acordo com a FTC fosse firmado.
“Ficaria muito surpreso se algo assim acontecesse”, disse o chefe da FTC, Andrew Ferguson, ao portal especializado The Verge.
Como parte de seus esforços para evitar o julgamento, Zuckerberg fez doações para a posse de Trump - em 20 de janeiro -, nomeou aliados republicanos para cargos importantes da Meta e flexibilizou normas de moderação de conteúdo.